A Agrotools contratou Fernando Gouvêa para comandar a Diretoria de Geração de Receitas e Marketing, área que passa a concentrar parte da estratégia de expansão da companhia. O executivo chega à agtech após oito anos na Oracle e terá entre as prioridades a estruturação de processos comerciais, a aproximação com clientes e parceiros e a busca por novas fontes de crescimento.
Com mais de 20 anos de experiência nas áreas comercial e de desenvolvimento de negócios, Gouvêa assume o posto em um momento em que a empresa pretende fortalecer sua capacidade de converter tecnologia e inteligência de dados em receitas recorrentes e ampliar a presença em mercados considerados estratégicos.
Na Oracle, passou os últimos quatro anos à frente de vendas diretas em uma área geográfica extensa, que incluía Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Grande São Paulo e a capital paulista. A experiência em uma multinacional de tecnologia agora será aplicada a uma operação voltada ao agronegócio corporativo.
“Quero trazer para a companhia a disciplina e a cultura de vendas presentes nas empresas de alta performance. Meu objetivo é contribuir para a construção de processos, rotinas e estratégias que ampliem nossa capacidade de gerar valor para clientes e parceiros”, afirma Gouvêa.
Nova liderança chega com foco na transformação comercial
A contratação coloca a operação de receitas no centro da estratégia da Agrotools. Entre as atribuições do executivo estão integrar equipes, acompanhar indicadores, criar cadências comerciais e desenvolver uma cultura mais orientada a resultados.
O desafio envolve adaptar práticas comuns em grandes empresas de tecnologia a um mercado formado por companhias com diferentes níveis de maturidade digital. A Agrotools atende organizações ligadas ao agronegócio e trabalha com soluções voltadas, entre outras frentes, à análise de riscos, compliance ESG e eficiência operacional.
Segundo a empresa, sua tecnologia proprietária processa mais de 1.300 camadas de dados provenientes de diferentes fontes. A operação utiliza recursos como sensoriamento remoto, inteligência artificial, blockchain e APIs para apoiar decisões relacionadas a cadeias produtivas e territórios.
Para Gouvêa, a transformação comercial não deve ocorrer pela simples importação de metodologias já utilizadas em outros mercados. “Existe uma dinâmica muito própria nas empresas de tecnologia, especialmente nas grandes organizações, onde clientes e parceiros já estão habituados a determinados modelos de relacionamento. A missão agora é promover essa evolução de forma equilibrada, com uma boa liderança respeitando o momento da empresa, dos clientes e do mercado”, diz.
A passagem para o agronegócio também representa uma mudança de setor na carreira do executivo. Nos primeiros meses, a prioridade tem sido conhecer as particularidades da cadeia e entender como empresas do segmento compram tecnologia, estruturam projetos e incorporam dados às decisões.
“Existe uma curva natural de aprendizado, mas estou extremamente focado em acelerar esse processo. O agronegócio é um setor fascinante, estratégico para o país e com enorme potencial de crescimento”, afirma.
Parcerias entram na estratégia de expansão
Outra frente sob responsabilidade do novo diretor será a construção de alianças capazes de ampliar a distribuição das soluções da Agrotools e aumentar sua cobertura territorial.
A lógica é usar parceiros para chegar a mais empresas sem depender exclusivamente do crescimento orgânico da estrutura comercial. Em negócios de tecnologia voltados ao mercado corporativo, canais, integrações e alianças podem reduzir o custo de entrada em novos segmentos e acelerar a abertura de mercados.
“Precisamos construir alianças estratégicas que fortaleçam nossa capacidade de escalar tecnologias, ampliar nossa presença no mercado e atender um número cada vez maior de empresas que buscam inteligência para tomada de decisão”, afirma Gouvêa.
