Alta de preços e oferta limitada pressionam o mercado
O segundo trimestre de 2026 deve trazer um cenário mais difícil para a compra de fertilizantes no Brasil. Isso ocorre porque os preços seguem elevados, enquanto a oferta global permanece restrita.
Além disso, tensões geopolíticas no Oriente Médio reduziram a disponibilidade do insumo no mercado internacional. Como resultado, houve interrupções no comércio e aumento relevante nos custos, especialmente nos fertilizantes nitrogenados.
Ao mesmo tempo, o custo da energia mais alto encarece a produção global. Por isso, os preços da ureia e de outros nutrientes avançaram em ritmo superior ao das commodities agrícolas. Dessa forma, o poder de compra do produtor diminui de forma significativa.
Produtores enfrentam queda na demanda e pressão financeira
Diante desse cenário, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa. Em vez de ampliar compras, muitos devem reduzir a aplicação de fertilizantes ou adiar decisões para preservar caixa.
Além disso, a demanda já mostra sinais de desaceleração. A projeção indica que o consumo no Brasil pode cair para cerca de 47,2 milhões de toneladas em 2026, abaixo do registrado no ano anterior.
Ao mesmo tempo, o país segue altamente dependente de importações, o que aumenta a exposição a choques externos. Nesse contexto, a combinação de preços altos, crédito mais restrito e incertezas globais tende a pressionar ainda mais as margens do agronegócio.
Por fim, especialistas avaliam que o cenário pode se prolongar ao longo do ano. Portanto, decisões de compra devem continuar condicionadas à evolução do conflito geopolítico e à estabilidade da oferta global de insumos.
