A Finamob, proptech de originação e estruturação de crédito para incorporadoras, encerra o ano dobrando de tamanho e totalizando R$518 milhões em crédito estruturado. Os valores estão divididos em cerca de 46 operações para pequenos e médios incorporadores.
Diferente dos bancos e investimentos tradicionais, a proptech opera como uma Investment Boutique (IB) voltada exclusivamente ao mercado imobiliário, com foco em estruturar operações de dívida e equity. Enquanto os bancos de grande porte priorizam operações de SBPE com grandes incorporadoras, a Finamob oferece soluções sob medida para financiar o pequeno e o médio incorporador, viabilizando operações a partir de R$ 1 milhão. Essa flexibilidade permite que incorporadoras em diferentes estágios de maturidade tenham maior acesso ao crédito, mantendo uma relação próxima e personalizada com cada cliente.
Nesse cenário, a Finamob atua como ponte entre incorporadoras e o mercado de capitais, conectando gestoras institucionais, butiques de wealth management, plataformas de crowdfunding e FIDCs com apetite para financiar projetos imobiliários.
“O financiamento de projetos imobiliários via mercado de capitais já não é mais futuro e sim presente. Os incorporadores que não aprenderem ou não se adaptarem a essa nova realidade terão dificuldade de escalar ou até mesmo sobreviver neste momento mais hostil para negócios”, afirma Murilo Marchesini, fundador da Finamob.
Além da originação, a Finamob também auxilia na estruturação das operações, oferecendo soluções que reduzem custos e ampliam o acesso a capital. Entre os produtos oferecidos, destacam-se cinco principais soluções: crédito ponte, financiamento de obra, giro de estoque, antecipação de carteira e operações corporativas.
No último ano, um produto que teve crescimento acentuado foi o crédito ponte, solução pela qual Finamob fornece capital inicial para os incorporadores fazerem o lançamento e início de obras dos projetos. Por fim, disponibiliza o Financiamento à Produção de Pequeno Porte, linha voltada ao desenvolvimento de obras com valores entre R$1 milhão e R$15 milhões, ampliando o acesso de incorporadores de menor porte ao mercado de capitais.
“A transformação do mercado de capitais em relação ao funding imobiliário está acontecendo de uma maneira estrutural permitindo os pequenos incorporadores terem acesso a crédito e viabilizar também os seus projetos. Há poucos anos, a oferta de crédito se resumia a poucos bancos com produtos limitados”, afirma Marchesini.
A partir deste ano, a Finamob pretende iniciar o crescimento a nível nacional de maneira mais estruturada com a meta de se conectar com mais de 25 mil incorporadores do país em 24 meses. Para alcançar tal número a companhia planejou esforços orquestrados através do ambiente digital, além de parcerias com centenas de originadores regionais. A expectativa de 2026 é de superar R$ 1 bilhão em créditos estruturados, totalizando cerca de 50 operações realizadas.









