Problemas recorrentes no processamento de pagamentos online, como recusas indevidas e falhas em sistemas antifraude, motivaram a criação de uma fintech voltada a resolver gargalos estruturais do e-commerce. A iniciativa partiu do empreendedor Alex Tabor, cofundador do Peixe Urbano, que identificou perdas financeiras relevantes causadas por transações legítimas que não são concluídas.
Essas falhas, muitas vezes invisíveis para o consumidor final, impactam diretamente a receita das empresas. Em vez de fraudes evidentes, o prejuízo ocorre quando uma compra válida é bloqueada por sistemas automatizados ou por limitações na integração entre diferentes provedores de pagamento.
A partir dessa lacuna, foi criada a Tuna Pagamentos, fintech fundada em 2019 com foco em otimizar a infraestrutura de pagamentos digitais. A empresa desenvolveu uma solução que atua como uma camada tecnológica intermediária entre o e-commerce e os provedores financeiros, com o objetivo de aumentar a taxa de aprovação das transações.
Atualmente, a plataforma movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano em pagamentos online, refletindo a escala do problema que busca resolver e a demanda crescente por eficiência no comércio digital.
Tecnologia conecta sistemas e aumenta aprovação de transações
O modelo desenvolvido pela fintech se baseia na integração de múltiplos serviços em um único ambiente. A plataforma conecta adquirentes, sistemas antifraude e mecanismos de autenticação, permitindo escolher automaticamente a melhor rota para cada transação.
Na prática, isso reduz a dependência de um único provedor e amplia as chances de aprovação de pagamentos, especialmente em cenários onde diferentes sistemas apresentam desempenhos variados. O resultado é a diminuição de perdas associadas a recusas indevidas e maior eficiência operacional para empresas digitais.
A solução surgiu a partir da experiência do próprio fundador no Peixe Urbano, onde a empresa enfrentava dificuldades para equilibrar o combate à fraude com a aprovação de clientes legítimos. Segundo o empreendedor, a implementação de um sistema próprio chegou a elevar em cerca de 15% a receita, ao reduzir bloqueios incorretos de compras.
Hoje, a fintech atende dezenas de clientes corporativos e opera em plataformas que, juntas, reúnem milhares de lojistas. O crescimento da empresa acompanha a expansão do próprio e-commerce, com aumento expressivo no volume transacionado e na adoção de soluções mais sofisticadas de pagamento.
O avanço desse tipo de tecnologia evidencia uma tendência no setor: a busca por maior eficiência na etapa final da compra online, considerada crítica para conversão de vendas e geração de receita.
