O mercado financeiro revisou novamente para baixo a expectativa de inflação para 2026, conforme aponta o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (2). A mediana das projeções para o IPCA recuou de 4,00% para 3,99%, consolidando a quarta queda consecutiva no indicador.
Para os anos seguintes, o cenário permanece de estabilidade: as estimativas para 2027 e 2028 seguem ancoradas em 3,80% e 3,50%, respectivamente, com o último patamar mantendo-se inalterado há 13 semanas.
No que diz respeito ao crescimento econômico, os analistas mantiveram a cautela. A projeção para o PIB em 2026 permaneceu em 1,8%, nível que se repete há dois meses.
Para os horizontes de longo prazo, 2028 e 2029, a expectativa de expansão da economia segue fixada em 2,0%, evidenciando um cenário de estabilidade prolongada nas previsões dos especialistas consultados pela autoridade monetária.
A política monetária e o câmbio também apresentaram pouca volatilidade nas projeções desta semana. A taxa Selic para o fim de 2026 foi mantida em 12,25% ao ano pela sexta semana seguida, enquanto o dólar para o mesmo período permaneceu cotado a R$ 5,50.
Um movimento de leve baixa foi observado na estimativa cambial para 2027, que recuou de R$ 5,51 para R$ 5,50, interrompendo um período de estabilidade e registrando a primeira queda semanal.
Por outro lado, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou uma tendência de elevação. A projeção para 2026 subiu de 3,87% para 3,92%, enquanto para 2029 o ajuste foi de 3,71% para 3,78%, marcando a segunda alta consecutiva.
Em contraste, os preços administrados — que incluem tarifas de energia e combustíveis — apresentaram um recuo marginal em 2026, caindo de 3,76% para 3,75%, sinalizando um alívio pontual nos custos controlados pelo governo.
