Frio reduz oferta de hortaliças e pressiona preços dos alimentos

A chegada do frio alterou a sazonalidade da produção agrícola em diversas regiões do país, reduzindo a oferta de hortaliças e pressionando os preços dos alimentos. Os impactos são mais intensos sobre culturas sensíveis às baixas temperaturas, como legumes e verduras, que registraram as maiores altas recentes nos supermercados.

Legumes lideram aumento de preços

Levantamento da empresa de inteligência de dados Neogrid mostra que a categoria de legumes apresentou alta de 15,1% em maio na comparação com abril, refletindo os efeitos das condições climáticas sobre a produção e a distribuição dos alimentos.

Segundo especialistas, o frio reduz o ritmo de desenvolvimento das lavouras e diminui a oferta de produtos frescos, provocando reajustes ao consumidor.

Geadas comprometem produtividade

Além das temperaturas mais baixas, episódios de geada podem causar perdas nas plantações e afetar a qualidade dos alimentos colhidos.

Em algumas regiões produtoras, produtores também enfrentam aumento dos custos com manejo e proteção das lavouras para minimizar os impactos climáticos.

Consumidores sentem impacto nas feiras e supermercados

A menor disponibilidade de hortaliças chega rapidamente ao varejo, elevando os preços de produtos consumidos diariamente.

Especialistas destacam que alimentos altamente perecíveis tendem a apresentar maior volatilidade de preços durante períodos de frio intenso, já que possuem menor capacidade de armazenamento.

Clima influencia inflação dos alimentos

As condições climáticas seguem entre os principais fatores que afetam a inflação dos alimentos no Brasil.

Eventos como ondas de frio, secas, excesso de chuvas e geadas alteram a oferta agrícola, influenciando diretamente os preços pagos pelos consumidores e a renda dos produtores.

Mercado acompanha evolução do clima

A expectativa do setor é de que a normalização das temperaturas contribua para a recuperação gradual da produção e da oferta de hortaliças.

Enquanto isso, produtores e distribuidores seguem monitorando as condições climáticas, que continuam sendo um dos principais fatores de risco para a agricultura brasileira.

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