Goiás lança distrito de IA com R$ 300 milhões para atrair empresas de tecnologia

O Governo de Goiás lançou o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial, projeto voltado à atração de empresas de tecnologia, formação de mão de obra e revitalização urbana no Setor Leste Universitário, em Goiânia.

A iniciativa prevê mais de R$ 300 milhões em investimentos e ocupará uma área de 91 hectares. A proposta é transformar a região em um polo de IA, reunindo empresas, centros de pesquisa, universidades, startups e programas de qualificação profissional.

A primeira empresa anunciada para o distrito é a Semantix, multinacional brasileira de dados, analytics e inteligência artificial. Segundo o governo estadual, a companhia assinou memorando de entendimento para levar negócios a Goiás.

Investimento inclui prédios públicos e pesquisa

Do total previsto, R$ 200 milhões serão destinados à reforma de quatro prédios estaduais na região e à construção de novas estruturas. Outros R$ 30 milhões serão aplicados em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Parte dos R$ 78 milhões do novo convênio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, o Ceia-UFG, também deve ser direcionada ao distrito.

O Ceia terá nova sede em parte da área onde hoje funciona o Centro de Ensino em Período Integral Pré-Universitário, na 11ª Avenida. A escola também será reformada para funcionar como uma unidade voltada à tecnologia.

Semantix será a primeira empresa do polo

A Semantix será a primeira empresa a se instalar no Distrito de Inovação e Inteligência Artificial. A companhia atua em dados, analytics e IA, tem operação em sete países e, segundo o governo, foi listada na Nasdaq com valor de mercado de US$ 1 bilhão em 2022.

A chegada da empresa marca a primeira etapa da estratégia de atração de companhias de tecnologia para o novo polo. O governo quer combinar infraestrutura, fomento financeiro, aproximação com universidades e programas de formação para criar um ecossistema capaz de atrair talentos e novos negócios.

“Goiás já é referência para o mundo inteiro em IA. Agora, temos uma grande janela de oportunidade para consolidar o Estado e Goiânia como o hub de inteligência artificial do Brasil e da América Latina”, afirma Daniel Vilela.

Primeira fase prevê 1,4 mil empregos diretos

Na primeira fase de ativação, o distrito projeta a criação de 1.406 postos de trabalho diretos. A estimativa é que os espaços comuns, como auditórios, cafés, lounges e áreas de convivência, recebam circulação diária de 3.273 pessoas.

O projeto também prevê mudanças urbanas no Setor Leste Universitário, com alterações no tráfego, priorização de pedestres, manifestações artísticas e requalificação de pontos como a Praça Universitária e a Biblioteca Marieta Telles.

Além do novo prédio do Ceia-UFG, serão reformados o anexo da Secretaria de Estado da Administração, que divide terreno com o Hub Goiás, o prédio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e o prédio da Junta Comercial de Goiás, que será a nova sede da Goiás Tecnologia.

Distrito terá bolsas, cursos e residência tecnológica

A formação de mão de obra é uma das bases do projeto. No início das atividades, serão oferecidas 1.500 bolsas para cursos de qualificação profissional ligados ao distrito.

A iniciativa também prevê descontos em cursos tecnológicos por meio de parceria com o Sistema S e turmas gratuitas de cursos técnicos no Senac.

O distrito nasce integrado aos campi da Universidade Federal de Goiás e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, já instalados na região. A proposta inclui programas de residência tecnológica, aceleração de startups e aproximação entre empresas e instituições de ensino.

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