A GoldCare, healthtech americana liderada pelo brasileiro Rafael Rolim, superou US$ 2 milhões em faturamento anual sem recorrer a investimento tradicional de venture capital.
A plataforma oferece uma alternativa ao modelo tradicional de saúde dos Estados Unidos, com foco em telemedicina, educação em saúde e conexão entre pacientes e médicos independentes.
Hoje, a empresa tem 12 mil usuários ativos, cerca de 200 médicos cadastrados e planos de assinatura que variam de US$ 17 a US$ 29 por mês.
Plataforma conecta pacientes e médicos independentes
A GoldCare nasceu com a proposta de reduzir barreiras de acesso à orientação médica nos Estados Unidos. A plataforma combina conteúdo educacional, webinars com médicos, suporte digital e uma camada de inteligência artificial para otimizar fluxos operacionais.
O modelo é baseado em assinatura. Os membros têm acesso a conteúdos e serviços voltados a prevenção, bem-estar e autonomia na tomada de decisões sobre saúde.
Segundo a empresa, a proposta não é substituir o sistema de saúde tradicional, mas oferecer uma camada complementar de orientação e conexão com médicos independentes.
“Quando comecei a trabalhar mais próximo do mercado americano, percebi que o desafio não era competir tecnologicamente, mas ter acesso ao ambiente certo para construir soluções em escala global”, afirma Rolim.
Empresa cresceu sem capital de risco
Diferentemente de muitas startups de saúde e tecnologia, a GoldCare foi construída sem rodadas tradicionais de venture capital. Um dos principais investimentos iniciais foi a aquisição do domínio goldcare.com, em uma operação de aproximadamente US$ 100 mil.
A empresa também contou com apoio financeiro da própria comunidade antes mesmo de a plataforma estar pronta.
“Antes mesmo de a plataforma estar pronta, milhares de pessoas demonstraram interesse na proposta. Tivemos membros fundadores apoiando financeiramente a construção da empresa porque acreditavam na ideia de criar uma alternativa mais acessível e transparente ao sistema tradicional”, afirma o empreendedor.
Atualmente, a GoldCare mantém uma operação considerada eficiente, com custos operacionais em torno de 30% da receita.
Retenção indica uso recorrente
Dados internos da empresa indicam que membros que não agendam consultas permanecem ativos, em média, por 223 dias. Entre usuários com duas ou mais consultas, a retenção média sobe para 314 dias.
Para a GoldCare, esses números mostram que a plataforma consegue manter usuários mesmo quando eles não utilizam consultas com frequência. A combinação entre comunidade, conteúdo e acesso a médicos ajuda a sustentar a recorrência do modelo.
A healthtech já atende usuários nos Estados Unidos e começou a mapear expansão em países como Canadá, Itália, Austrália e Japão, onde possui membros, parceiros e potenciais embaixadores locais.
Meta é chegar a 100 mil membros
A GoldCare estabeleceu como meta alcançar 100 mil membros ativos até o fim de 2027. No longo prazo, a empresa mira uma comunidade global com mais de 1 milhão de usuários.
A expansão internacional deve seguir a lógica de comunidade, parcerias locais e oferta digital de serviços ligados a saúde, educação e orientação médica.
“Os brasileiros possuem criatividade, capacidade técnica e adaptação muito fortes. Quando conseguem acessar ambientes globais e multiculturais, têm potencial enorme para construir empresas relevantes internacionalmente”, afirma Rolim.
