Goldman lucra US$ 6,6 bilhões acima do esperado e aumenta dividendo

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Divulgação/Goldman Sachs

O Goldman Sachs apresentou um desempenho financeiro histórico no segundo trimestre de 2026, impulsionado pela forte retomada das atividades de mercado de capitais global. A instituição financeira registrou um lucro líquido de US$ 6,63 bilhões no período, o que representa um avanço expressivo de 78% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O lucro diluído por ação (EPS) saltou de US$ 10,91 para US$ 20,98, superando com larga vantagem a projeção de US$ 14,50 estimada por analistas consultados pela FactSet.

O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) do banco atingiu a expressiva marca de 23,5%, consolidando a eficiência na rentabilização do capital de seus acionistas. A receita líquida totalizou US$ 20,34 bilhões entre abril e junho, registrando uma expansão de 39% em termos anuais e superando o consenso do mercado, que projetava faturamento de US$ 16,22 bilhões. O desempenho operacional foi amplamente ancorado pelo resultado robusto de sua principal divisão de negócios.

A área de Global Banking & Markets despontou como o grande motor de crescimento do banco no período, com receitas de US$ 15,52 bilhões, uma alta de 53% frente ao segundo trimestre de 2025. O faturamento com taxas de banco de investimento cresceu 55%, alcançando US$ 3,40 bilhões, impulsionado pela reativação do mercado de ofertas públicas iniciais (IPOs), ofertas subsequentes de ações (follow-ons), emissões de dívidas corporativas e pelo aquecimento na assessoria de fusões e aquisições (M&A).

Além do resultado recorde, o Goldman Sachs reportou que sua carteira de transações contratadas (backlog) em banco de investimento apresentou expansão em relação ao final do primeiro trimestre e ao encerramento de 2025. Essa sinalização aponta para a manutenção de um pipeline aquecido de operações corporativas para a segunda metade do ano, reforçando o otimismo dos investidores quanto à sustentabilidade das receitas da instituição de Wall Street.

Do lado das despesas, o banco registrou um aumento de 26% em seus custos operacionais, que somaram US$ 11,67 bilhões. A alta reflete principalmente a elevação dos gastos com a remuneração de pessoal — atrelada ao desempenho superior do período — e custos de execução de transações. Em contrapartida, a qualidade do crédito melhorou significativamente, com as provisões para perdas caindo de US$ 384 milhões no ano anterior para apenas US$ 102 milhões.

Diante do balanço robusto, o Conselho de Administração do Goldman Sachs aprovou a elevação do dividendo trimestral de US$ 4,50 para US$ 5,00 por ação. No total, a instituição financeira retornou US$ 5,36 bilhões aos acionistas ao longo do trimestre, divididos entre US$ 4,0 bilhões em programas de recompra de ações e US$ 1,36 bilhão em proventos diretos. Em reação imediata aos números, as ações do banco operavam em alta de 1,37% no pré-mercado de Nova York antes da abertura oficial dos negócios.

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