Grupo Saga reduz em até 10% os custos de expansão ao digitalizar investimentos

O Grupo Saga afirma ter reduzido entre 5% e 10% os custos relacionados à expansão de suas operações após adotar um sistema centralizado para controlar investimentos. Há três anos, a rede de concessionárias utiliza a plataforma Mitra para acompanhar o orçamento e a execução financeira de obras e outros projetos de grande porte.

A tecnologia reúne informações que antes poderiam estar dispersas em planilhas, sistemas financeiros e áreas diferentes da empresa. O controle alcança desde o valor previsto para cada projeto até contratos, pagamentos, desembolsos e notas fiscais.

Com os dados concentrados em um único ambiente, o grupo consegue comparar o orçamento aprovado com os valores efetivamente gastos e identificar desvios antes que eles comprometam o custo total da expansão.

Sediado em Goiânia, o Grupo Saga é considerado a maior rede de concessionárias da região Centro-Oeste. A companhia não informou o valor total investido nos projetos analisados, mas afirma que o novo modelo aumentou a previsibilidade financeira e reduziu desperdícios durante a execução.

Controle chega ao nível de cada nota fiscal

Na operação do Grupo Saga, a plataforma acompanha toda a jornada de investimento, incluindo aprovação do orçamento, contratação de fornecedores e realização dos pagamentos.

As movimentações podem ser analisadas até o nível de cada nota fiscal. A solução também integra informações financeiras provenientes de bancos e diferentes departamentos da companhia.

Essa rastreabilidade permite verificar onde os recursos estão sendo aplicados e quais etapas apresentam diferenças em relação ao planejamento inicial.

“Passamos a ter uma visão muito mais aprofundada dos custos e da execução financeira dos projetos. Isso permitiu maior previsibilidade, agilidade nas análises e segurança para tomar decisões”, afirma Leandro Rosa, diretor financeiro do Grupo Saga.

Em projetos de expansão, alterações aparentemente pequenas podem gerar impactos significativos. Uma diferença percentual em obras, equipamentos ou contratos pode representar milhões de reais quando o investimento possui grande escala.

Planilhas dificultam acompanhamento dos investimentos

Muitas empresas ainda controlam o chamado CAPEX por meio de planilhas e sistemas que não se comunicam. O termo representa os investimentos realizados na compra, construção ou melhoria de ativos de longo prazo, como lojas, fábricas, máquinas e infraestrutura.

Quando cada área mantém seus próprios registros, a consolidação depende de atualizações manuais. Esse modelo aumenta a possibilidade de informações duplicadas, atrasos e divergências entre o orçamento aprovado e o valor executado.

Segundo Fábio Aguiar, diretor de crescimento da Mitra, a centralização amplia a capacidade de identificar alterações e tomar decisões durante o andamento dos projetos.

“Quando todas as movimentações passam a ser monitoradas em uma única plataforma, com dados atualizados e rastreáveis, as empresas ganham mais previsibilidade, agilidade e capacidade de controlar melhor seus recursos”, afirma.

O ganho não ocorre apenas com a substituição das planilhas. A redução de custos depende da criação de regras de aprovação, integração com os sistemas existentes e acompanhamento contínuo dos indicadores financeiros.

Tecnologia ganha espaço na retomada dos investimentos

O movimento ocorre enquanto os setores automotivo e de construção retomam investimentos. Os emplacamentos de veículos novos cresceram 2,1% em 2025, enquanto a produção nacional avançou 3,5%, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção estima que obras industriais e corporativas poderão movimentar cerca de R$ 600 bilhões nos próximos anos. Desse total, aproximadamente R$ 210 bilhões deverão estar ligados a contratos de engenharia, construção e montagem.

Esse cenário amplia a importância de mecanismos capazes de acompanhar cronogramas, contratos e desembolsos. Quanto maior o número de projetos simultâneos, mais difícil se torna consolidar os dados por processos manuais.

Para empresas que abrem novas unidades ou modernizam estruturas existentes, a previsibilidade também ajuda a organizar o caixa e definir quando cada parcela do investimento precisará ser desembolsada.

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