A Heineken anunciou nesta segunda-feira que Dolf van den Brink deixará os cargos de CEO e presidente do Conselho Executivo em 31 de maio de 2026. A saída, comunicada após quase seis anos de liderança, ocorre em um cenário que a própria companhia descreveu como de “tempos econômicos e políticos turbulentos”. A notícia repercutiu negativamente no mercado financeiro, com as ações da empresa registrando queda de 4,54% na Bolsa de Amsterdã logo após o comunicado.
De acordo com a cervejaria holandesa, a decisão foi tomada em consenso com o Conselho de Supervisão, que já iniciou o processo de busca por um sucessor.
Van den Brink, que acumula 28 anos de trajetória na Heineken, justificou a transição como o momento adequado para preparar o grupo para a próxima fase da estratégia “EverGreen”, focada na adaptação de longo prazo e crescimento sustentável. Para garantir a continuidade das operações, o executivo permanecerá como consultor da empresa por oito meses a partir de 1º de junho.
Em nota oficial, o CEO ressaltou que, sob sua gestão, a Heineken passou por transformações profundas e que a renovação no comando deve contribuir para a execução das metas estratégicas futuras.
Até a data de seu desligamento definitivo, van den Brink afirmou que manterá o foco na execução disciplinada dos planos atuais e no suporte a uma transição suave para a nova liderança.
No terceiro trimestre de 2025, a Heineken apresentou um cenário misto. A receita líquida global foi de 7,33 bilhões de euros, uma leve queda orgânica de 0,3%. O maior desafio residiu no volume de vendas, que recuou 4,3% no período.
O Brasil, que historicamente era um motor de crescimento, tornou-se um ponto de atenção devido à queda acentuada nas vendas. Além do Brasil, os EUA e a Europa também registraram retração no consumo. Mercados como Vietnã, Índia e Nigéria mostraram resiliência e crescimento. Além disso, a marca principal (Heineken) cresceu 4,5% no primeiro semestre, impulsionada por variantes como a Heineken Silver.
