iBUILD mira R$ 150 milhões com franquias de construção industrializada

A iBUILD, construtora especializada em obras em steel frame, quer chegar a 100 franquias ativas até o fim de 2026 e atingir R$ 150 milhões em faturamento. A empresa, fundada por Diego Vaz, aposta em um modelo industrializado para ganhar escala em um setor ainda marcado por atrasos, desperdício e baixa previsibilidade.

Hoje, a rede tem mais de 30 franquias em operação e presença em mais de 150 cidades. A expansão nacional começou em 2022, depois de a empresa operar no modelo chave na mão, assumindo todas as etapas da obra, do projeto à entrega.

O steel frame usa estruturas de aço galvanizado e processos mais padronizados do que a construção convencional. A proposta da iBUILD é reduzir variações de obra, controlar melhor custos e prazos e depender menos de etapas artesanais.

“A construção civil ainda opera, em grande parte, de forma artesanal. Quando você traz lógica industrial, com processo e padronização, consegue ganhar eficiência e previsibilidade”, afirma Diego Vaz, fundador e CEO da iBUILD.

Franquias entram como motor da expansão

A iBUILD foi criada em 2016 e passou a escalar por franquias seis anos depois. O modelo permite ampliar presença em diferentes regiões sem concentrar toda a operação em uma única estrutura própria.

Para manter padrão entre as unidades, a empresa estruturou processos de gestão, acompanhamento de obras e controle operacional. A rede busca padronizar desde o atendimento ao cliente até a execução técnica dos projetos.

A expansão ocorre em um momento de maior pressão por produtividade na construção civil. A escassez de mão de obra qualificada e a necessidade de reduzir desperdícios têm ampliado o interesse por métodos industrializados, mais comuns em mercados como Estados Unidos e Japão.

No Brasil, o avanço ainda é gradual, mas empresas do setor têm buscado alternativas para reduzir atrasos, retrabalho e falta de controle sobre o canteiro.

Tecnologia acompanha obra em tempo real

Além das franquias, a iBUILD tem investido em tecnologia para sustentar o crescimento. Em 2024, a empresa recebeu um aporte de R$ 3,2 milhões voltado ao desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e automação.

Entre as ferramentas proprietárias está o Diário de Obra Digital, aplicativo que permite acompanhar a construção em tempo real. A plataforma reúne fotos atualizadas, relatórios, percentual de avanço e registros formais de alterações solicitadas durante a execução.

A empresa também desenvolveu uma ferramenta de realidade aumentada que funciona como um “raio-X” do imóvel. Durante a obra, o recurso apoia a conferência técnica. Depois da entrega, o cliente pode visualizar a localização de tubulações e instalações internas por meio de QR Code.

A tecnologia busca reduzir intervenções desnecessárias em manutenções futuras e dar mais transparência para clientes, equipes técnicas e franqueados.

Steel frame tenta ganhar escala no Brasil

O steel frame ainda representa uma fatia pequena da construção brasileira, mas vem ganhando espaço em projetos residenciais e comerciais. O método permite maior controle sobre etapas da obra, uso mais racional de materiais e execução mais rápida em comparação a sistemas tradicionais, dependendo do projeto.

Para franquias, a padronização é um ponto importante. Quanto mais previsível for o processo construtivo, maior a chance de replicar o modelo em cidades diferentes sem perda de qualidade.

A iBUILD tenta posicionar o sistema como uma alternativa para clientes que buscam prazo mais definido, acompanhamento digital e menor risco de estouro de orçamento.

Meta é fechar 2026 com 100 unidades

A empresa pretende mais do que triplicar a base atual de franquias até o fim de 2026. A meta é sair de mais de 30 unidades para 100 operações ativas no período.

O crescimento dependerá da capacidade de treinar franqueados, manter padrão técnico e sustentar a execução em diferentes mercados regionais.

“A tendência é que a construção civil evolua para um modelo mais industrial, com processos mais organizados e uso intensivo de tecnologia”, afirma Vaz.

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