Iguá Saneamento amplia mapeamento do Blue Keepers, do Pacto Global da ONU

Divulgação/Iguá Saneamento

A Iguá Saneamento, uma das principais empresas do setor no país, contribuiu para a ampliação do mapa de análise do Blue Keepers, iniciativa do Pacto Global da ONU – Rede Brasil. Neste ano, já foram realizadas coletas de resíduos em parceria com suas operações em Aracaju (SE) e Paranaguá (PR), cidades onde o programa da ONU ainda não atuava, resultando em 23 municípios brasileiros monitorados. Também houve atividades em conjunto com a unidade da Iguá no Rio de Janeiro, cidade em que o Blue Keepers já havia desenvolvido atividades, mas pôde expandir a área analisada.  

O projeto é voltado à proteção dos ecossistemas aquáticos e marinhos e fortalece a construção de uma base nacional de dados ambientais por meio da coleta amostral, gerando informações locais sobre os tipos de resíduos e qualidade dos corpos hídricos. 

Com a inclusão de Aracaju e Paranaguá no mapa de análise do Blue Keepers, o programa amplia sua capacidade de gerar diagnósticos sobre diferentes ecossistemas costeiros brasileiros. A participação de municípios onde a Iguá atua permite agregar ao projeto a perspectiva de quem acompanha diariamente a dinâmica dos recursos hídricos, dos sistemas de saneamento e dos impactos do descarte inadequado de resíduos. 

Exemplo disso são as coletas realizadas no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro; no Parque Ecológico do Tramandaí, em Aracaju; e na Prainha, em Paranaguá-PR, ao longo deste ano, que identificaram cerca de 1400 itens de resíduos que estavam descartados nos mangues e praias, entre embalagens, garrafas, isopor, materiais têxteis e fragmentos plásticos. Os dados passaram a integrar uma base de monitoramento que apoia ações de prevenção, educação ambiental, destinação adequada de resíduos e economia circular. 

“Os primeiros levantamentos mostraram como informações coletadas localmente podem contribuir para uma compreensão mais ampla dos desafios ambientais enfrentados pelos territórios e para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos. A ampliação do mapeamento fortalece essa visão integrada e gera conhecimento capaz de apoiar ações de conscientização, estratégias de preservação dos ecossistemas aquáticos e marinhos e iniciativas ligadas ao saneamento básico e, mais especificamente, à qualidade da água”, explica Paula Violante, COO da Iguá Saneamento. 

Coletas trimestrais e inclusão em base nacional 

As próximas etapas do projeto incluem novas campanhas trimestrais de coleta em campo, análise dos materiais identificados, consolidação dos dados em uma base nacional e produção de estudos que possam subsidiar iniciativas de despoluição, educação e políticas públicas. A expectativa é que os resultados consolidados sejam apresentados ao longo de 2027. 

A participação da Iguá no Blue Keepers está alinhada à sua estratégia de sustentabilidade, no pilar Clima, Natureza e Circularidade. Em 2025, a empresa aderiu ao Movimento Conexão Circular, também do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, com foco no desenvolvimento de soluções para gestão e reaproveitamento de resíduos, valorização de materiais e enfrentamento de desafios ligados ao ciclo do lodo gerado nas estações de tratamento de água e esgoto. 

“O acesso à água e sua preservação estão no centro do saneamento básico, mas essa responsabilidade também passa por atitudes simples no dia a dia de todos. O descarte incorreto de resíduos em vasos sanitários e nas ruas, obstruindo redes de esgoto, compromete a operação dos sistemas de esgotamento sanitário e pode contribuir para a poluição de rios, praias e outros corpos hídricos. Por isso, proteger os recursos hídricos e garantir serviços de qualidade depende de um esforço conjunto entre concessionárias e sociedade”, completa Paula. 

Essa agenda de despoluição, recuperação e proteção dos recursos hídricos também inclui investimentos estruturantes em saneamento e revitalização ambiental. Nos três territórios onde realizamos as coletas amostrais do BlueKeepers, temos projetos junto à população que incentivam a regularização das ligações dos imóveis às redes coletoras de esgoto. No Rio de Janeiro, a Iguá conduz o projeto de dragagem do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, com investimentos que giram em torno de R$ 250 milhões. A iniciativa tem como objetivo remover sedimentos acumulados, melhorar a circulação da água, contribuir para a recuperação da qualidade ambiental das lagoas, retorno de espécies e preservação dos ecossistemas aquáticos da região, reforçando o compromisso da companhia com a conservação dos corpos hídricos e a sustentabilidade dos territórios onde atua. 

Sair da versão mobile