A Iguatemi (IGTI11), uma das principais operadoras de shopping centers de alta renda do Brasil, anunciou o encerramento antecipado de seu programa de recompra de ações que estava em vigor desde fevereiro de 2025. Simultaneamente, o Conselho de Administração da companhia aprovou a abertura de um novo plano corporativo para a aquisição de seus próprios papéis no mercado à vista da B3.
O novo programa autorizado permite que a operadora invista até R$ 60,3 milhões na recompra de units, ações ordinárias (IGTI3) e preferenciais (IGTI4). Tomando como referência as cotações de fechamento mais recentes da bolsa de valores, o montante financeiro estipulado seria equivalente à aquisição de um lote de aproximadamente 2,45 milhões de units.
As movimentações de tesouraria de companhias abertas costumam funcionar como um indicador de que a administração considera que o valor patrimonial da empresa está subavaliado pelas forças de mercado. De acordo com as diretrizes enviadas ao mercado, o plano da Iguatemi cumpre propósitos estratégicos claros.
As ações e units recompradas serão mantidas em tesouraria e poderão ser destinadas para posterior cancelamento (o que eleva a participação proporcional dos acionistas atuais), alienação futura no mercado ou para o cumprimento de obrigações ligadas aos planos de remuneração de executivos baseados em ações.
O novo programa terá um horizonte de execução estendido, permitindo que a diretoria realize as compras de forma discricionária e gradual até o prazo limite de 9 de dezembro de 2027.
O anúncio de renovação confere suporte para a liquidez dos papéis IGTI11 no curto prazo e sinaliza ao mercado financeiro a solidez da geração de caixa operacional da companhia, que opta por alocar parte de seu capital disponível no retorno direto aos seus investidores institucionais e minoritários.
