O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu a concessão de novos empréstimos consignados por meio do C6 Consig para aposentados e pensionistas. A decisão atinge a formalização de novos contratos vinculados à instituição financeira.
A medida foi adotada após o aumento de reclamações de beneficiários e indícios de irregularidades nas operações. Segundo apurações, o volume de queixas levou o órgão a adotar uma ação considerada excepcional no sistema de crédito consignado.
A suspensão tem caráter cautelar e vale para novas averbações de crédito, ou seja, não afeta automaticamente contratos já firmados antes da decisão.
Irregularidades e investigações pressionam setor
O caso ocorre em meio a investigações mais amplas sobre o crédito consignado do INSS, que apuram descontos indevidos e operações realizadas sem autorização dos beneficiários. A atuação de instituições financeiras que operam essa modalidade passou a ser analisada por órgãos de controle e por uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI).
Relatórios preliminares apontam que a gravidade das denúncias levou o próprio INSS a rever contratos e adotar medidas de contenção para evitar novos prejuízos aos segurados.
Nos últimos meses, o instituto tem ampliado ações de fiscalização sobre operações financeiras ligadas a aposentadorias e pensões. Entre as iniciativas estão bloqueios de valores suspeitos, revisão de contratos e mudanças nas regras para contratação de crédito consignado.
A suspensão do C6 Consig ocorre nesse contexto de maior rigor regulatório, com o objetivo de reforçar a proteção aos beneficiários e reduzir riscos de fraudes no sistema.
