O Inter anunciou uma nova funcionalidade para clientes que investem em criptoativos. Batizado de Trocar Cripto, o recurso permite converter ativos digitais dentro do app com taxa zero, em uma tentativa de ampliar o uso da plataforma para além da compra e venda tradicional de criptomoedas.
A novidade foi apresentada durante um evento de Bitcoin Pizza Day, realizado no Inter Café Ibirapuera, em São Paulo. Na mesma ocasião, o banco digital também anunciou uma parceria estratégica com a Tether, maior emissora de stablecoins do mundo.
Com o movimento, o Inter tenta fortalecer sua oferta em ativos digitais e se aproximar de um mercado que vai além da especulação com criptomoedas. A aposta passa por stablecoins, tokens lastreados em ativos e ferramentas que ajudem o investidor a montar e reorganizar sua carteira com menos fricção.
Nova função permite rebalancear carteira sem cobrança de taxa
O Trocar Cripto foi criado para facilitar a conversão entre ativos digitais no próprio app do Inter. A ideia é permitir que o cliente ajuste sua carteira com mais agilidade, sem precisar vender um ativo, voltar para saldo em moeda local e só depois comprar outro criptoativo.
Na prática, a funcionalidade pode ser usada para rebalancear posições ou montar novas estratégias dentro do portfólio. O ponto central do lançamento é a cobrança zerada na troca entre ativos digitais.
A chegada do recurso marca uma mudança na experiência cripto do banco. Até então, a atuação do Inter nesse mercado era mais concentrada na compra e venda de criptomoedas. Agora, a instituição tenta criar uma jornada mais completa para quem já usa ativos digitais como parte da vida financeira.
Parceria com Tether amplia presença de stablecoins no Inter
Outro ponto do anúncio é a parceria com a Tether. A empresa é conhecida principalmente pelo USDT, stablecoin pareada ao dólar e amplamente usada no mercado cripto global.
O Inter também passou a disponibilizar o XAUT, token lastreado em ouro. Com isso, a plataforma adiciona ativos que conectam o universo cripto a referências mais conhecidas do mercado financeiro tradicional, como dólar e ouro.
Para o banco, as stablecoins funcionam como uma ponte entre a economia convencional e a blockchain. Esse tipo de ativo costuma ser usado por investidores que querem exposição a moedas fortes, liquidez digital ou alternativas para movimentação de recursos em ambientes cripto.
Inter quer integrar blockchain à vida financeira do cliente
Monica Saccarelli, diretora de investimentos do Inter, afirma que os lançamentos representam uma mudança na estratégia de ativos digitais da instituição.
“Todas essas novidades representam uma virada de chave na nossa estratégia de ativos digitais. Mais do que ampliar o portfólio de criptoativos, estamos avançando na integração entre serviços financeiros e blockchain, com soluções mais eficientes para investimento, diversificação patrimonial e movimentação de recursos. Esse movimento reforça nosso compromisso com a evolução contínua da plataforma e com a consolidação do Inter como principal parceiro financeiro dos clientes”, afirma.
O discurso mostra como o Inter tenta posicionar cripto dentro de um ecossistema mais amplo. A empresa se apresenta como um Super App financeiro e afirma ter mais de 44 milhões de clientes. Nesse contexto, ativos digitais entram como mais uma camada da plataforma, ao lado de banking, investimentos, crédito, seguros, shopping, remessas internacionais e programa de pontos.
Compra recorrente e tabela de taxas fazem parte da nova fase
Além do Trocar Cripto, o Inter já havia lançado em janeiro a Compra Recorrente de Criptomoedas. A função permite programar aportes semanais ou mensais com base na estratégia conhecida como Dollar-Cost Averaging, ou DCA.
Esse modelo divide o investimento em compras periódicas, em vez de concentrar todo o aporte em um único momento. A estratégia costuma ser usada para reduzir o impacto da volatilidade em ativos de preço mais instável, como criptomoedas.
O banco também afirma que inicia uma nova fase com melhorias de experiência e novas condições comerciais. Entre elas, está uma tabela regressiva de taxas de acordo com o volume negociado pelos clientes em períodos determinados.
