IPOs nos EUA devem alcançar US$ 160 bilhões em 2026, projeta Goldman Sachs

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Divulgação/Goldman Sachs

O mercado de capitais norte-americano se prepara para uma onda sem precedentes de aberturas de capital em 2026. Segundo analistas do Goldman Sachs, o volume financeiro levantado em ofertas públicas iniciais (IPOs) deve quadruplicar este ano, atingindo o recorde de US$ 160 bilhões. O otimismo é sustentado pela expectativa de listagem de empresas de alto perfil, como a SpaceX, de Elon Musk, e as líderes em inteligência artificial OpenAI e Anthropic.

A corretora de Wall Street prevê que o número de empresas estreantes na bolsa dobre, chegando a 120 operações em 2026. Esse movimento é impulsionado por uma combinação de crescimento econômico resiliente, preços de ações em patamares elevados e condições financeiras mais favoráveis, que reabriram o apetite dos investidores por novos negócios.

Embora o valor nominal seja recorde, os analistas observam que a cifra ainda representa uma parcela pequena da capitalização total do mercado americano, refletindo a expansão das bolsas na última década.

Até o momento, o ano já registra movimentações relevantes: doze empresas levantaram cerca de US$ 5 bilhões, com destaque para a fabricante de equipamentos de IA Forgent Power e a biofarmacêutica Eikon Therapeutics.

Outro nome aguardado é a Cerebras Systems, rival da Nvidia, que recentemente foi avaliada em US$ 23 bilhões após uma rodada de financiamento privado. Enquanto os setores de software e saúde devem dominar em volume de transações, o setor de tecnologia de ponta será o principal responsável pelo montante financeiro arrecadado.

Apesar das projeções otimistas, o Goldman Sachs faz alertas sobre riscos no radar. A volatilidade recente nos preços de ações de software no início do ano ressalta desafios de valuation (avaliação de valor), especialmente porque o setor representa um quarto da carteira de potenciais IPOs.

Além disso, a confiança corporativa e a estabilidade macroeconômica seguem como variáveis críticas que podem influenciar o desfecho desse ciclo, que pode variar entre US$ 80 bilhões e quase US$ 200 bilhões em cenários mais extremos.

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