JP Morgan prevê aumento da taxa de juros pelo Fed em 2027

JP Morgan Eleva Projeção para Crescimento do PIB Brasileiro em 2025 Impulsionado por Cenário Externo e Agro

JPMorgan/Divulgação

As grandes instituições financeiras de Wall Street revisaram drasticamente suas projeções para a política monetária dos Estados Unidos, sinalizando um cenário de juros elevados por mais tempo.

O JP Morgan surpreendeu o mercado ao retirar sua previsão de queda nas taxas, projetando agora que o próximo movimento do Federal Reserve (Fed) será, na verdade, uma elevação de 25 pontos-base no terceiro trimestre de 2027. Instituições como Goldman Sachs, Barclays e Morgan Stanley também adiaram suas expectativas de cortes para meados de 2026, justificando a mudança pela resiliência do mercado de trabalho norte-americano.

Embora o crescimento do emprego em dezembro tenha desacelerado, a queda na taxa de desemprego para 4,4% e o sólido avanço salarial sugerem que a economia não caminha para uma deterioração rápida.

Segundo a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de o Fed manter os juros inalterados na reunião de janeiro saltou para 95%. O Goldman Sachs, inclusive, reduziu sua estimativa de probabilidade de recessão para os próximos 12 meses de 30% para 20%, indicando que o foco do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) deve migrar da gestão de risco para uma normalização gradual das taxas.

No entanto, o cenário econômico divide opiniões. Enquanto o JP Morgan e o Macquarie apostam em futuras altas ou manutenção prolongada, o Wells Fargo e o BofA Global Research ainda mantêm apostas em cortes de juros no primeiro semestre de 2026.

O BofA argumenta que o crescimento do emprego pode estar em um ponto de equilíbrio inferior ao admitido pelo Fed, devido a choques na oferta de mão de obra, o que justificaria um alívio monetário mais cedo do que o previsto pelos concorrentes.

Somando-se às incertezas econômicas, o clima político em Washington elevou a tensão nos mercados. No último domingo, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou ter sido alvo de ameaças de acusação criminal por parte do governo de Donald Trump, classificando a medida como um “pretexto” para interferir na autonomia do banco central e forçar uma redução drástica nas taxas de juros.

O embate direto entre Powell e Trump gera preocupações sobre a independência institucional do Fed e pode adicionar volatilidade extra às decisões de política monetária ao longo deste ano.

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