O LinkedIn anunciou nesta quarta-feira (10) a criação da BrandWorks, uma unidade global de especialistas em marketing voltada para o desenvolvimento de campanhas publicitárias de alta performance para o mercado corporativo (B2B). Com o lançamento, a rede social de negócios controlada pela Microsoft (MSFT) projeta alcançar uma receita anualizada de US$ 100 milhões já no próximo ano fiscal, consolidando-se como o canal de mídia preferencial de grandes anunciantes da indústria de tecnologia e serviços.
A nova divisão é liderada por Alex Josephson, vice-presidente da BrandWorks e executivo veterano que estruturou uma operação semelhante no passado (a antiga divisão Twitter Next). O braço de consultoria criativa iniciou suas atividades de forma interna em março e, diante da forte demanda, expandiu sua equipe em 60% por meio de contratações agressivas de profissionais vindos de concorrentes como TikTok, Meta e X.
A estratégia de monetização da nova divisão está ancorada no desenvolvimento de formatos nativos e em parcerias comerciais customizadas para clientes de grande porte, como a gigante de softwares alemã SAP, a IBM e a plataforma de desenvolvimento Webflow:
Top Voices 360: Programa gerido diretamente pela BrandWorks que conecta marcas globais a criadores de conteúdo e influenciadores corporativos para a veiculação de posts patrocinados. Entre maio de 2025 e maio de 2026, a iniciativa gerou mais de US$ 20 milhões em faturamento.
BrandLink: Programa especializado para a veiculação de campanhas institucionais e editoriais de vídeo. A expectativa interna do LinkedIn é de que o faturamento oriundo do BrandLink quase triplique no decorrer deste ano fiscal, embora os valores nominais não tenham sido detalhados.
“Estimamos que 80% dos orçamentos B2B sejam destinados a buscas e mídias sociais, sendo o Google e o LinkedIn os principais beneficiários desses investimentos”, apontou Luke Stillman, diretor administrativo da consultoria de tendências de mídia Madison and Wall.
A reformulação comercial do LinkedIn acompanha uma mudança profunda no comportamento de consumo e dados demográficos dentro da plataforma profissional. O formato de vídeo curto converteu-se na mídia de engajamento mais dinâmica, impulsionado sobretudo pela entrada massiva de usuários mais jovens no mercado de trabalho.
De acordo com os dados apresentados por Alex Josephson, a Geração Z desponta atualmente como o grupo demográfico que registra a expansão mais acelerada em termos de engajamento e criação de conteúdo no ecossistema da plataforma, acompanhado de perto pelos Millennials.
Essa preferência por mídias visuais e conexões diretas também alterou a postura dos altos executivos (C-Level). Atraídos pelo potencial de branding pessoal e corporativo, as postagens em formato de vídeo realizadas por CEOs e fundadores de empresas no LinkedIn registraram um salto expressivo de 68% nos últimos dois anos.
