MAHLE vence prêmio ESG por motor a etanol e biometano

A MAHLE América do Sul venceu o Prêmio ESG da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, a AEA, na categoria Inovação Tecnológica. O reconhecimento foi concedido ao projeto do motor bicombustível FPT F1C, desenvolvido em parceria com a FPT Industrial.

A solução permite a operação com etanol e biometano, ampliando as alternativas de mobilidade de baixo carbono. O desenvolvimento foi liderado pelo Centro Tecnológico da MAHLE em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Segundo a empresa, o projeto busca oferecer uma opção para aplicações em que a eletrificação ainda enfrenta limitações técnicas, operacionais ou econômicas. A proposta é aproveitar combustíveis renováveis disponíveis no Brasil para reduzir emissões no transporte.

Motor amplia uso de biocombustíveis

O motor multifuel FPT F1C foi desenvolvido para operar com dois combustíveis renováveis relevantes para o mercado brasileiro: etanol e biometano. A combinação permite maior flexibilidade para diferentes aplicações e pode contribuir para a redução de gases de efeito estufa.

“Para a MAHLE, este projeto de motor representa um passo importante na evolução da mobilidade sustentável no Brasil. Ao integrar múltiplos biocombustíveis em um único motor, reafirmamos nosso compromisso com soluções inovadoras que combinam eficiência, flexibilidade e reduções significativas de emissões”, afirma Everton Lopes, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da MAHLE América do Sul.

O executivo também destaca que a iniciativa está alinhada às políticas nacionais de descarbonização e ao papel do Brasil na adoção de combustíveis renováveis.

Projeto teve apoio de universidades

Além da MAHLE e da FPT Industrial, o projeto contou com participação da Universidade Federal de Itajubá, da Unesp e da Universidade Federal do Pará.

O processo de validação incluiu mais de 600 horas dedicadas ao desenvolvimento de protótipos de componentes e simulações computacionais. Também foram realizadas mais de 300 horas de testes do motor em dinamômetros.

Segundo a companhia, os testes confirmaram a viabilidade técnica, a conformidade com normas de emissões, a eficiência energética e a confiabilidade necessária para futuras aplicações em veículos.

Centro de Jundiaí liderou desenvolvimento

O Centro Tecnológico da MAHLE em Jundiaí foi criado em 2008 e reúne cerca de 220 profissionais. A unidade atua em áreas como design, materiais, análise de fadiga, termodinâmica, química, testes de motores e validação de componentes.

O polo é considerado pela empresa um dos maiores centros de desenvolvimento de mobilidade da América do Sul. A estrutura também trabalha com simulação virtual e testes com combustíveis sustentáveis, além de avaliações de durabilidade, resistência, filtragem, vibração, corrosão e desempenho em condições climáticas extremas.

“Este reconhecimento destaca a forte capacidade de inovação e colaboração dentro do Grupo MAHLE e com parceiros da indústria e da ciência no Brasil”, afirma Eduardo Spilla, presidente e CEO da MAHLE América do Sul.

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