Mais da metade dos brasileiros começou 2026 com algum tipo de dívida. Segundo levantamento da Neogrid em parceria com o Opinion Box, 54% dos consumidores iniciaram o ano com pendências financeiras.
O dado reforça o cenário de pressão no orçamento das famílias, marcado por juros elevados, custo de vida ainda alto e uso frequente do crédito para despesas do dia a dia. Ao mesmo tempo, muitos consumidores buscam reorganizar as finanças pessoais.
De acordo com a pesquisa, 76% dos entrevistados disseram que pretendem resolver a situação financeira por meio do corte de custos ao longo de 2026. O comportamento indica postura mais cautelosa diante das despesas.
Entre as principais estratégias apontadas, 69% afirmaram que pretendem reduzir compras por impulso. Já 55% disseram que vão buscar mais promoções e oportunidades para economizar.
Além disso, especialistas observam que o consumidor brasileiro está mais atento a planejamento financeiro, comparação de preços e controle de gastos recorrentes.
Busca por equilíbrio pode influenciar consumo
O elevado nível de endividamento tende a impactar diretamente o ritmo de consumo em diversos setores da economia. Famílias mais comprometidas com parcelas costumam adiar compras maiores e priorizar despesas essenciais.
Ao mesmo tempo, segmentos como supermercados, atacarejo e varejo promocional podem se beneficiar de consumidores mais sensíveis a preço e descontos.
Outro reflexo aparece no mercado de crédito. Com orçamento apertado, cresce a procura por renegociação de dívidas, consolidação de parcelas e linhas com juros menores.
Especialistas destacam que educação financeira, reserva de emergência e uso consciente do cartão de crédito continuam entre os principais caminhos para reduzir inadimplência no médio prazo.
Por fim, o levantamento mostra que, mesmo com endividamento elevado, parte dos brasileiros tenta iniciar 2026 com foco em reorganização financeira. Assim, controle de gastos deve seguir como tema central para as famílias ao longo do ano.