Mercado brasileiro ganha spinoff dedicada a impulsionar autenticação biométrica

A DINAMO Networks, referência em segurança digital e infraestrutura crítica de criptografia que atuou nos projetos do PIX e do DREX ao lado do Banco Central, anuncia a criação da Biostation, uma nova empresa dedicada a soluções de orquestração antifraude e autenticação digital, baseadas em biometria. A DINAMO será acionista majoritária da spinoff, em um movimento que fortalece a estratégia da companhia de separar operações para ganhar velocidade, especialização e foco em mercados de alta criticidade.

A Biostation surge em um cenário de expansão acelerada das tecnologias biométricas. Estimativas mostram que o mercado global deve atingir US$ 62,2 bilhões até 2033, segundo a Global Growth Insights. No Brasil, relatórios publicados no início do ano já apontavam para o aumento das tentativas de fraude de identidade, reforçando a biometria como o método mais confiável de autenticação em setores públicos e privados.

Com R$ 10 milhões em investimento previstos para os próximos três anos, a DINAMO projeta que a Biostation alcance R$ 30 milhões em faturamento já em 2026. “A criação da Biostation marca um novo capítulo da nossa estratégia para ampliar a proteção da identidade digital em setores que não podem falhar. Estamos investindo para acelerar soluções que elevem o padrão de segurança do país”, comenta Marco Zanini, CEO da DINAMO Networks.

O executivo Leonardo Araújo, CEO da Biostation explica que a atuação da empresa mira setores onde a necessidade de autenticação segura é mais crítica. Ele diz que ao alavancar o conhecimento já consolidado da DINAMO em criptografia e segurança, a Biostation nasce com bases tecnológicas sólidas e em conformidade com as melhores práticas de integridade, privacidade e governança de dados. “Esse movimento reforça nossa visão de que a autenticação biométrica integrada é vital para tornar serviços públicos, financeiros, de saúde e educação mais seguros, eficientes e confiáveis. Nosso objetivo é endereçar a complexidade e urgência de autenticação segura em ambientes críticos e, nesse sentido, estamos investindo para elevar o padrão de segurança digital no Brasil ”, pontua.

Na educação, a empresa propõe um ecossistema de acompanhamento escolar por meio do WhatsApp, integrando autenticação biométrica para garantir a acessibilidade e a participação dos estudantes. A tecnologia biométrica nas instituições de ensino já é reconhecida por otimizar a gestão de frequência, eliminando fraudes, além de reforçar a confiabilidade na identidade dos alunos.

Já na saúde, a marca visa viabilizar a integração de prontuários, receituários e históricos médicos por meio de autenticação biométrica, assegurando que apenas usuários autorizados acessem registros sensíveis. Segundo o executivo a empresa, esse modelo fortalece a segurança do paciente, evita fraudes (como identidade falsa ou uso indevido de dados) e promove um acesso mais eficiente e confiável aos sistemas de saúde. Para o transporte, Leonardo diz que a biometria tem o poder de inibir fraudes, evitando trocas fraudulentas de cartões de transporte público e uso indevido de gratuidades. Além disso, ele destaca que a autenticação biométrica multimodal pode transformar o acesso a aeroportos, tornando os processos mais seguros e menos suscetíveis a fraudes de identidade.

Ao reunir múltiplas tecnologias biométricas como reconhecimento facial, biometria comportamental, digitais e outros em uma plataforma unificada segura pelo uso de HSM, a Biostation permite um fluxo orquestrado de validação de identidade, reduzindo falhas operacionais e aumentando a robustez contra fraudes. “Nossa proposta é integrar, em uma única plataforma, aquilo que o mercado mais demanda: autenticação biométrica robusta, inteligente e orquestrada. Nosso foco é reduzir fraudes e aumentar a eficiência em ambientes críticos”, comenta Leonardo.

A criação da Biostation também reflete uma tendência crescente entre empresas de tecnologia no Brasil e no mundo. O mercado tem acompanhado companhias que estão desmembrando frentes de negócios para formar operações independentes, com foco específico em infraestrutura crítica, pagamentos, segurança e automação, em um movimento que tem se mostrado eficaz para acelerar inovação, destravar valor e permitir que cada unidade avance com governança própria, produtos dedicados e ritmo mais agressivo de expansão. A decisão da DINAMO segue nessa direção, posicionando a Biostation para competir de forma mais ágil e especializada em um mercado que cresce em ritmo acelerado.

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