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Home Economia

Mercado global de açúcar enfrenta 2025 turbulento com queda de cotações

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
14/01/2026
em Economia
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O ano de 2025 foi marcado por uma conjuntura desafiadora para o mercado global do açúcar, influenciado por fatores econômicos, geopolíticos e climáticos que impactaram o desempenho da commodity ao redor do mundo.

A equipe de Inteligência de Mercado da StoneX realizou um balanço dos principais acontecimentos do ano e do que se espera para o setor em 2026. Mais detalhes sobre o mercado de açúcar e outras commodities agrícolas, energéticas, metálicas e moedas emergentes, serão divulgadas no dia 27 de janeiro no Relatório de Perspectivas para Commodities da Stonex. O relatório traz as principais informações sobre expectativa para a movimentação dos mercados para os próximos meses, e pode ser baixado gratuitamente.

O balanço de 2025 evidencia uma conjuntura de oferta robusta, demanda retraída e um ambiente global instável, consolidando a tendência de queda dos preços do açúcar. Os desafios climáticos, as mudanças estruturais no consumo e os desdobramentos geopolíticos permanecerão como pontos de atenção para o setor em 2026, exigindo acompanhamento atento e estratégias adaptativas dos principais agentes do mercado.

No que diz respeito aos preços, o açúcar bruto negociado em Nova Iorque encerrou o ano de 2025 em forte baixa pelo segundo ano consecutivo, com o contrato março/26 cotado a US¢ 15,01/lb em 31/12/2025, o que representa uma queda anual de 22,1%,  a maior registrada desde 2017. Esse movimento foi resultado de um mercado sobreofertado, mesmo diante do déficit global no ciclo 2024/25, impulsionado pela robustez dos estoques asiáticos e africanos, além do recorde brasileiro de exportações no ano anterior. Importadores reduziram compras e o consumo em mercados-chave, como Índia e China, ficou aquém do esperado, levando à necessidade de revisões nas projeções globais e consolidando o viés baixista do mercado.

O início do ano chegou a ensaiar uma recuperação, mas o volume recorde de entregas nos contratos de março e maio em Nova Iorque evidenciou a fraqueza da demanda física. Em março, as entregas ultrapassaram 34 mil lotes (1,75 milhão de toneladas), reforçando o sentimento negativo que se intensificou ao longo do ano, com novo volume expressivo registrado em outubro e o contrato NY#11 atingindo o piso de US¢ 14/lb em novembro.

Na Ásia, a preocupação inicial com a produção foi gradualmente substituída por otimismo, especialmente devido às chuvas abundantes registradas na Índia e no Sudeste Asiático, que favoreceram a safra 2025/26. A Índia, após perdas expressivas no ciclo anterior, projetou uma recuperação com estimativas acima de 30 milhões de toneladas e anunciou uma nova cota de exportação de 1,5 milhão de toneladas para a temporada. Por outro lado, a China ampliou suas importações para até 4,8 milhões de toneladas, mas, mesmo assim, não conseguiu sustentar os preços globais diante da oferta abundante, resultado do crescimento da produção regional e do contexto internacional favorável ao aumento dos estoques.

No Centro-Sul do Brasil, apesar de um ano marcado por instabilidade climática, a região manteve sua moagem acima de 600 milhões de toneladas em 2025/26. As limitações de produtividade causadas pelo clima foram compensadas pela maximização do mix açucareiro, com expectativa de encerrar o ciclo próximo a 40,2 milhões de toneladas de açúcar. A estratégia adotada pelas usinas e a maturidade dos investimentos do setor garantiram a oferta, mantendo o Brasil como principal pilar exportador e contribuindo para a pressão baixista sobre os preços internacionais. 

O ambiente de oferta robusta foi reforçado pela expectativa de superávit global de 3,7 milhões de toneladas em 2025/26 e pelas revisões para baixo no consumo, especialmente devido à retração da demanda nos Estados Unidos e à estagnação na China. Esse cenário pressionou ainda mais as cotações, atraindo os fundos especulativos, que ampliaram posições vendidas, aproveitando fundamentos pessimistas e um ambiente macroeconômico global de maior aversão ao risco. Assim, o fluxo financeiro direcionado ao mercado de açúcar foi reduzido, intensificando a volatilidade e fortalecendo o viés baixista já predominante.

A volatilidade dos mercados em 2025 foi acentuada por instabilidades geopolíticas e macroeconômicas. Dois conflitos regionais relevantes na Ásia, a escalada de tensões na Caxemira e os confrontos entre Tailândia e Camboja,  trouxeram preocupações pontuais sobre a oferta, colocando em risco áreas produtoras estratégicas e ampliando a percepção de risco no setor. Esses episódios, aliados ao uso crescente de instrumentos protecionistas e à fragmentação das relações comerciais globais, reforçaram o ambiente de cautela entre investidores e agentes do mercado.

Em 2026, o mercado brasileiro de açúcar deve ser influenciado pela competição entre açúcar e etanol. No início do ciclo 2026/27, é esperado que as usinas priorizem o etanol devido aos melhores preços, mas o aumento da moagem de cana (620 milhões de toneladas) e da produção de etanol de milho limita o potencial de alta do álcool. Mesmo com possível redução do mix açucareiro, o maior volume de cana e ATR deve garantir um excedente de açúcar para exportação acima de 35 milhões de toneladas.

No mercado internacional, o alto volume exportado pelo Brasil em 2025 recompôs estoques e reduziu a demanda global no primeiro semestre de 2026. Apesar de leve recuperação nas importações no segundo semestre, a oferta seguirá acima das compras, mantendo a pressão baixista. O ritmo de exportações brasileiras será decisivo e, caso haja expectativa de déficit global para 2026/27, as importações podem subir e aumentar a volatilidade no setor.

Tags: AçúcarEconomiaInvestimentosMercadoNegócios
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