A Air Canada (AC.TO) comunicou oficialmente, nesta segunda-feira (30), que o seu CEO, Michael Rousseau, irá se aposentar até o encerramento do terceiro trimestre de 2026.
O anúncio marca o fim de uma trajetória de quase duas décadas do executivo na principal companhia aérea do Canadá, período em que ele ocupou cargos de liderança estratégica antes de assumir o comando da operação. A empresa informou que o processo de sucessão já foi iniciado para garantir a continuidade da gestão.
A saída de Rousseau ocorre em um momento de profunda crise para a companhia, apenas uma semana após o grave acidente envolvendo um jato da Air Canada Express no aeroporto LaGuardia, em Nova York.
Na ocasião, a aeronave colidiu com um caminhão de bombeiros durante o procedimento de pouso, resultando na morte dos dois pilotos e deixando dezenas de passageiros feridos.
Embora o comunicado oficial trate a aposentadoria como um processo de transição natural, a reformulação no alto escalão acontece sob o escrutínio de autoridades de segurança aérea e investidores. O sucessor de Rousseau herdará a missão de restaurar a confiança na marca e gerenciar as repercussões jurídicas e operacionais do trágico evento em solo americano.
A companhia fechou o ano de 2025 com números sólidos, refletindo a recuperação plena do setor aéreo. Atingiu 22,4 bilhões de dólares canadenses no consolidado do ano e somou 918 milhões de dólares, com um EBITDA ajustado de 3,1 bilhões de dólares.
Antes dos eventos recentes, a empresa projetava um crescimento ainda maior, com EBITDA ajustado estimado entre 3,35 bilhões e 3,75 bilhões de dólares e um aumento de capacidade de até 5,5%.
As ações da Air Canada na Bolsa de Toronto apresentaram forte volatilidade em março de 2026. Após iniciarem o mês cotadas a 19,25 dólares canadenses, os papéis sofreram quedas consecutivas, atingindo o patamar de 17,91 dólares no fechamento de 27 de março. O valor de mercado da companhia está avaliado em aproximadamente 5,28 bilhões de dólares canadenses.
