A Motorola Brasil avançou no mercado nacional de smartphones ao lançar um modelo ultrapremium e mirar dois desafios: reduzir a diferença para a Samsung e enfrentar o comércio ilegal de celulares no país. A estratégia foi apresentada pelo CEO da empresa, Rodrigo Vidigal, em evento de lançamento.
Com participação de cerca de 27,5 por cento no mercado brasileiro, a Motorola busca ganhar espaço em uma faixa de preço mais alta para competir com a Samsung, que lidera as vendas no país com aproximadamente 40 por cento de participação.
Lançamento no segmento ultrapremium
A fabricante apresentou no Brasil o smartphone Signature, um modelo sofisticado com preço próximo a R$ 9 000, que entra diretamente na disputa com os principais aparelhos de alto desempenho disponíveis no mercado local, como os modelos premium de seus concorrentes.
A presença no segmento ultrapremium faz parte de um plano para capturar entre 10 e 12 por cento desse mercado, aproximando a empresa das marcas que dominam nessa faixa de preço, além de ampliar seu portfólio e atrair consumidores dispostos a pagar mais por tecnologia avançada.
Combate ao contrabando e desafios locais
Além da concorrência com a Samsung, a Motorola também mencionou a necessidade de enfrentar o contrabando de celulares no Brasil, que atualmente representa cerca de 20 por cento de todos os aparelhos em circulação no país e prejudica tanto a indústria nacional quanto a arrecadação tributária.
O CEO destacou que o crescimento desse mercado ilegal dificulta a competição leal entre marcas e desestimula investimentos em produção local, exigindo ações mais eficazes das autoridades e maior conscientização dos consumidores sobre os riscos de adquirir produtos sem procedência oficial.
Investimentos e produção nacional
Nos últimos anos, a Motorola investiu cerca de R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, reforçando sua atuação local e ampliando sua capacidade tecnológica no país. A empresa mantém duas fábricas no Brasil, localizadas em Manaus e em Jaguariúna, e tem planos para fortalecer ainda mais sua presença industrial.
O Brasil é um dos principais mercados da companhia no mundo, ficando atrás apenas da Índia e dos Estados Unidos em importância estratégica para seus negócios.






