O setor portuário brasileiro encerrou o ano de 2025 com uma marca histórica, consolidando uma trajetória de expansão que redefine a logística nacional. Segundo o balanço do Desempenho Aquaviário 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), os portos do país movimentaram 1,4 bilhão de toneladas no período.
O volume representa uma alta de 6,1% em relação ao ano anterior e coroa um ciclo de 15 anos em que o fluxo de cargas saltou 67%, partindo de um patamar de 840 milhões de toneladas.
Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números não são frutos do acaso, mas sim um reflexo da maturidade institucional do Brasil. Ele destaca que o crescimento tem se mostrado consistente, o que permite ao país sustentar recordes sucessivos.
Essa força foi evidenciada especialmente no fechamento de dezembro, quando a movimentação disparou 14,2% em comparação ao mesmo mês de 2024, atingindo 119 milhões de toneladas e estabelecendo uma tendência de alta para o início de 2026.
A infraestrutura tem acompanhado o ritmo acelerado da produção nacional através de um robusto programa de concessões e investimentos. O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, enfatizou que o modelo atual de gestão tem sido eficaz em atrair o capital privado.
Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos concretizou oito leilões portuários, garantindo R$ 10,3 bilhões em aportes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, abrangendo desde a modernização de terminais até obras de grande impacto logístico.
Entre os projetos de maior destaque estão a construção do Túnel Santos–Guarujá e as melhorias estruturais no Canal de Acesso de Paranaguá. Além dos leilões, a gestão do setor viabilizou R$ 5,81 bilhões por meio de novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs) e alterações contratuais.
Outros R$ 2,07 bilhões foram captados via gestão contratual direta, focados no ganho de eficiência operacional, assegurando que os portos brasileiros mantenham a competitividade necessária para o comércio global.
