O novo CEO da Target, Michael Fiddelke, apresentou um plano ambicioso de reestruturação para reverter o histórico recente de quedas nas vendas e recuperar a confiança dos investidores.
Após assumir o comando da varejista no mês passado, Fiddelke prometeu o retorno ao crescimento anual já em 2026, projetando uma alta de 2% nas vendas líquidas. A sinalização positiva surtiu efeito imediato no mercado financeiro, com as ações da companhia sediada em Minneapolis subindo 3,5% nas negociações prévias à abertura desta terça-feira, tentando estancar uma desvalorização de quase 28% acumulada em 2025.
A estratégia de recuperação foca em um investimento de aproximadamente US$ 1 bilhão para a abertura de novas lojas, reformas de unidades existentes e o aprimoramento das operações digitais.
A Target também reorganizou seu departamento de merchandising e cortou 1.800 cargos corporativos em uma tentativa de tornar a operação mais eficiente e competitiva frente a gigantes como Walmart e Amazon. Segundo Fiddelke, o desempenho das vendas em fevereiro já apresenta um “aumento saudável e positivo“, o que reforça o otimismo para o decorrer do ano.
Atualmente, os segmentos de beleza e alimentação têm sido os principais pilares de sustentação da empresa, compensando a persistente fraqueza na demanda por itens não essenciais, como vestuário e acessórios.
No quarto trimestre, as vendas de produtos de beleza avançaram 1,1%, enquanto a categoria de alimentos e bebidas cresceu 1,8%. A varejista tem apostado em promoções mais agressivas e na expansão do portfólio de itens essenciais para atrair consumidores que, pressionados por incertezas econômicas, reduziram gastos discricionários.
O mercado agora volta suas atenções para o “Dia do Investidor”, que ocorre ainda hoje, onde a liderança deve detalhar a execução do plano de lojas e o futuro da parceria com a Ulta Beauty, prevista para expirar em agosto de 2026.
Analistas destacam que o desafio central da Target será provar que as mudanças estruturais permitirão um desempenho mais consistente em um cenário de consumo fragilizado, onde o rival Walmart tem levado vantagem ao focar em preços baixos e forte logística de entregas online.
