Novo sistema de rastreabilidade pecuária entra em vigor para atender exigências da União Europeia

REUTERS/Enny Nuraheni

O novo sistema de rastreabilidade pecuária entrou em vigor em 1º de julho com o objetivo de monitorar todo o ciclo de vida dos animais destinados à exportação. A medida atende às exigências da União Europeia sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal e busca manter a competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

O sistema permitirá registrar informações sobre a origem dos animais, movimentação entre propriedades e histórico sanitário, garantindo maior transparência em toda a cadeia produtiva. A iniciativa faz parte da estratégia do governo para adequar o setor às novas regras europeias, que passam a valer em setembro de 2026.

Exportações exigem maior controle

A implantação da rastreabilidade pecuária representa um dos principais desafios para a cadeia da carne bovina. Como o ciclo produtivo pode durar entre 24 e 36 meses e os animais costumam passar por diferentes propriedades, será necessário documentar todas as etapas da criação até o abate.

Especialistas afirmam que esse controle é essencial para comprovar que os animais destinados ao mercado europeu não receberam antimicrobianos proibidos pelas novas normas do bloco.

Setores terão adaptação em ritmos diferentes

Enquanto a bovinocultura enfrenta maior complexidade para implementar o novo modelo, os setores de aves e suínos tendem a se adaptar mais rapidamente. Isso ocorre porque possuem ciclos produtivos mais curtos e sistemas de produção integrados, o que facilita o acompanhamento sanitário dos animais.

Representantes do setor avaliam que a rastreabilidade será cada vez mais importante para garantir acesso aos mercados internacionais e ampliar a confiança dos compradores na produção brasileira.

Medida reforça competitividade do agro

A adoção da rastreabilidade pecuária acompanha uma tendência global de ampliar os controles sanitários e a transparência na produção de alimentos. Além de atender às exigências internacionais, o sistema pode fortalecer a imagem da pecuária brasileira e contribuir para a manutenção das exportações de proteína animal.

Sair da versão mobile