Opep+ amplia oferta em 188 mil bpd e sinaliza ajuste gradual na produção

Sete países membros da Opep+ realizaram uma reunião virtual neste domingo para revisar as condições do mercado global de energia e deliberar sobre a política de produção do grupo. Participaram do encontro Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã — algumas das principais economias produtoras de petróleo do mundo.

Ao final da reunião, as nações decidiram implementar um aumento de 188 mil barris por dia (bpd) na produção conjunta a partir de junho de 2026. A medida representa mais um passo na retomada gradual dos volumes que haviam sido cortados pelo grupo nos últimos anos como resposta às oscilações da demanda global.

De acordo com o comunicado oficial divulgado após o encontro, a retomada desses volumes não é definitiva. O grupo ressaltou que a produção adicional pode ser mantida, pausada ou revertida de forma gradual, a depender da evolução das condições de mercado. A declaração reforça a postura cautelosa que a aliança tem adotado diante de um cenário de incertezas geopolíticas e de demanda ainda volátil.

Os países reafirmaram também a importância de manter total flexibilidade na condução da política de produção, inclusive para reverter ajustes voluntários que haviam sido implementados em novembro de 2023. A mensagem reforça que o grupo pretende agir de forma reativa às dinâmicas do mercado, sem comprometimentos rígidos de longo prazo.

Outro ponto destacado no comunicado foi o compromisso das sete nações de compensar integralmente quaisquer volumes produzidos acima das cotas acordadas desde janeiro de 2024. A medida visa reequilibrar a conformidade do grupo com as metas estabelecidas, após registros de excessos de produção por parte de alguns membros nos últimos meses.

O acompanhamento das metas ficará a cargo do Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC), que seguirá avaliando de perto o cumprimento dos compromissos de produção. O grupo também anunciou a realização de reuniões mensais para monitorar a conformidade e discutir eventuais ajustes na estratégia.

O próximo encontro já está agendado para o dia 7 de junho de 2026. A reunião será realizada em um contexto de atenção redobrada do mercado ao comportamento dos preços do petróleo, que têm sido pressionados por fatores como o avanço das negociações comerciais entre grandes economias e as perspectivas de demanda global para o segundo semestre do ano.

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