A América Latina e o Caribe responderam por 11% da produção mundial de petróleo em 2025, segundo relatório da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (Olacde). O Brasil manteve a liderança regional e ajudou a impulsionar o crescimento da produção no continente.
De acordo com o levantamento, a produção latino-americana avançou 20% em relação a 2024, movimento puxado principalmente pelo avanço da Guiana e pela expansão sustentada do Brasil.
No ano passado, a produção mundial de petróleo somou 35,9 bilhões de barris, enquanto a de gás natural chegou a 4,261 trilhões de metros cúbicos.
Brasil lidera ranking de produção de petróleo na região
O relatório aponta que sete países concentraram 87% da produção de petróleo da América Latina em 2025.
Confira os maiores produtores:
- Brasil: 3,77 milhões de barris por dia
- México: 1,67 milhão de barris por dia
- Venezuela: 1,081 milhão de barris por dia
- Guiana: 900 mil barris por dia
- Argentina: 878,8 mil barris por dia
- Colômbia: 746 mil barris por dia
- Equador: 439,7 mil barris por dia
O Peru aparece mais atrás, com produção de 44,1 mil barris por dia.
China amplia peso nas exportações de petróleo da América Latina
Cerca de 46% da produção regional foi destinada às exportações em 2025.
A China recebeu 31% desse volume, seguida por Estados Unidos, com 18%, e União Europeia, com 15%.
Segundo a Olacde, o cenário mostra uma aproximação crescente da América Latina com os mercados asiáticos, especialmente no setor energético.
Gás natural também cresceu na região
A produção regional de gás natural avançou 10% no último ano. Argentina e México seguiram como os principais produtores.
Mesmo assim, a América Latina ainda depende fortemente de fornecedores externos para abastecimento. Os Estados Unidos responderam por 59% das importações regionais de gás natural, principalmente para atender a demanda mexicana.
No lado das exportações, a Turquia recebeu 39% dos embarques da região, enquanto mercados asiáticos e trocas intrarregionais também ganharam relevância.
