A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quarta-feira (10) a aquisição de 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado na Bacia de Campos, no litoral brasileiro. O ativo petrolífero pertencia integralmente à petroleira norueguesa Equinor Brasil Energia, que continuará detendo os 50% restantes e manterá a operação do bloco.
Em comunicado oficial divulgado ao mercado, a estatal brasileira destacou que o arranjo societário maximiza sinergias operacionais na Bacia de Campos. A região já conta com o desenvolvimento de outros ativos vizinhos operados em consórcio pelas duas empresas, a exemplo do megaprojeto de gás natural Raia (antigo BM-C-33) e da licença exploratória de Jaspe. Por se tratar de um contrato sob o regime de partilha de produção, a estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atuará como a gestora do contrato.
Os blocos exploratórios funcionam como concessões territoriais marítimas delimitadas pelo governo federal para que as petroleiras realizem estudos sísmicos e perfurações de poços, investigando a viabilidade comercial de novas jazidas de hidrocarbonetos.
A investida na Bacia de Campos cumpre diretrizes centrais do plano de negócios da Petrobras:
- Reposição de Portfólio: A aquisição está alinhada à estratégia de longo prazo de recomposição das reservas de óleo e gás da companhia, mitigando o declínio natural dos campos maduros atuais.
- Mitigação de Riscos: O foco em novas fronteiras exploratórias e a atuação em modelo de parceria (joint venture) com grandes operadoras globais permite o compartilhamento dos elevados custos de investimento e dos riscos geológicos intrínsecos à atividade.
A efetivação financeira e operacional do negócio ainda não teve os valores nominais revelados e permanece condicionada a cláusulas precedentes habituais. O processo de transferência de direitos de exploração (chamado de farm-in) será submetido à análise e homologação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
