A Petrobras anunciou uma mudança na fórmula utilizada para calcular o preço do gás natural vendido às distribuidoras. O novo mecanismo foi criado para reduzir o impacto das oscilações do mercado internacional sobre os reajustes trimestrais e oferecer maior previsibilidade aos contratos.
A alteração foi aprovada pelo conselho de administração da estatal e divulgada após a recente alta das cotações internacionais do petróleo, influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Reajuste previsto cai de 22% para 6%
Segundo estimativa da Petrobras, a nova metodologia reduzirá o reajuste previsto para 1º de agosto de aproximadamente 22% para cerca de 6%. A empresa ressalta, no entanto, que esse percentual ainda é uma estimativa e poderá sofrer alterações.
Modelo cria bandas para o preço do Brent
O novo sistema estabelece uma espécie de faixa de proteção para as variações do barril de petróleo Brent, principal referência internacional utilizada na precificação do gás natural.
Com isso, oscilações muito acentuadas do petróleo deixam de ser repassadas integralmente aos contratos de fornecimento, suavizando os aumentos e reduzindo a volatilidade dos preços.
Adesão será voluntária
A Petrobras informou que a adoção da nova metodologia dependerá da assinatura de um aditivo contratual pelas distribuidoras.
A empresa afirma que a iniciativa busca atender às necessidades dos clientes e tornar a precificação do gás natural mais estável, preservando a competitividade no mercado aberto.
Reajustes continuam trimestrais
Apesar da mudança na fórmula, os contratos continuam prevendo reajustes a cada três meses. O último aumento ocorreu em 1º de maio, quando o preço médio do gás natural vendido às distribuidoras subiu 19,2%.
Preço ao consumidor depende de outros fatores
A Petrobras destaca que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula de gás. Também influenciam a tarifa de transporte, tributos, margens das distribuidoras e, no caso do gás natural veicular (GNV), a margem dos postos de combustíveis.
Além disso, as tarifas finais precisam ser aprovadas pelas agências reguladoras estaduais. A estatal também esclarece que a mudança não se aplica ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão.
