A Petrobras decidiu parcelar o reajuste do querosene de aviação anunciado para abril. O aumento total foi de cerca de 55 por cento, mas as distribuidoras poderão pagar apenas parte desse valor no início.
Na prática, as empresas pagarão cerca de 18 por cento agora. O restante do reajuste poderá ser dividido em até seis parcelas. O pagamento das parcelas começa a partir de julho.
A medida busca reduzir o impacto imediato sobre o caixa das companhias aéreas e manter o funcionamento do setor.
Medida tenta conter impacto nas passagens
O querosene de aviação representa cerca de 30 por cento dos custos das empresas aéreas. Com a alta, há pressão sobre o preço das passagens.
Ao permitir o parcelamento, a Petrobras tenta evitar repasses imediatos e mais intensos ao consumidor. A estratégia também busca preservar a demanda por voos no país.
A companhia informou que o mecanismo poderá ser mantido nos próximos meses, dependendo das condições do mercado.
Alta reflete cenário internacional
O reajuste está ligado à valorização do petróleo no mercado global. Tensões no Oriente Médio elevaram os preços e afetaram a cadeia de combustíveis.
Mesmo com o parcelamento, o custo do combustível continua elevado. O impacto tende a ser diluído ao longo dos meses, mas permanece como fator de pressão para o setor aéreo.