A Petrobras anunciou um reajuste de 18% no preço do querosene de aviação (QAV) a partir de maio. O aumento equivale a cerca de R$ 1 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior.
Nesse contexto, o combustível, considerado um dos principais custos das companhias aéreas, tende a pressionar ainda mais o setor. Isso porque o QAV pode representar quase metade das despesas operacionais das empresas de aviação.
Além disso, o reajuste ocorre em meio a uma sequência de altas ao longo de 2026, o que amplia o impacto acumulado sobre os custos do setor.
Cenário internacional explica aumento
Segundo a estatal, o reajuste reflete um cenário internacional adverso. Em especial, a alta do petróleo está ligada a tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetaram a oferta global e elevaram os preços da commodity.
Com isso, o barril de petróleo passou a operar em patamares mais elevados, o que impacta diretamente derivados como o querosene de aviação.
Além disso, a política de preços da Petrobras acompanha referências internacionais. Dessa forma, oscilações externas tendem a ser repassadas ao mercado interno.
Parcelamento busca reduzir impacto imediato
Apesar da alta, a Petrobras manteve a possibilidade de parcelamento para as distribuidoras. Na prática, parte do reajuste poderá ser dividida em até seis vezes, o que reduz o impacto imediato para o setor aéreo.
Ainda assim, especialistas avaliam que o efeito tende a chegar ao consumidor. Isso ocorre porque o aumento de custos pode ser repassado, ao menos parcialmente, para o preço das passagens aéreas.
Impactos podem chegar ao consumidor
Por fim, o reajuste reforça a pressão sobre o transporte aéreo em 2026. Com custos mais elevados, companhias podem rever rotas, reduzir oferta ou reajustar tarifas.
Assim, o comportamento dos preços das passagens dependerá da evolução do petróleo, da demanda por voos e das estratégias adotadas pelas empresas do setor.
