Petróleo Brent opera abaixo de US$ 100 com mercado de olho no fim do conflito

Os preços internacionais do petróleo registram queda acentuada nesta quarta-feira (1), operando abaixo do patamar de US$ 100 o barril. O recuo é impulsionado pelo otimismo do mercado quanto ao fim das hostilidades no Oriente Médio.

Por volta das 4h, o petróleo tipo Brent para entrega em junho apresentava desvalorização de 4,83%, negociado a US$ 98,93. Simultaneamente, o WTI para maio registrava baixa de 4,47%, cotado a US$ 96,91 o barril.

A retração nos preços reflete as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que previu o encerramento do conflito com o Irã em um curto prazo. Na terça-feira (31), Trump afirmou que a ofensiva militar deve durar apenas mais “duas semanas” ou alguns dias adicionais, destacando a destruição de importantes instalações de fabricação de mísseis iranianas durante as últimas operações.

Em pronunciamento, o mandatário americano reformulou os objetivos da intervenção, declarando que a meta central de impedir o Irã de desenvolver armas nucleares já foi alcançada.

Trump também sinalizou uma possível abertura diplomática ao mencionar a viabilidade de um acordo com o regime iraniano nas próximas semanas, condicionando o sucesso da negociação ao retorno do país à mesa de discussões.

O Petróleo Brent é o principal balizador do mercado de energia e serve como a referência global para a precificação de mais de dois terços do petróleo comercializado no mundo. Diferente do WTI (West Texas Intermediate), que é o padrão para o mercado norte-americano, o Brent é o indicador utilizado na Europa, África e no Oriente Médio.

Mesmo o Brasil sendo um grande produtor, o preço dos combustíveis na bomba e a arrecadação de royalties da Petrobras são diretamente influenciados pela cotação do Brent. Como o petróleo é um insumo básico para o transporte, altas no Brent costumam pressionar o IPCA.

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