Preço médio da gasolina ultrapassa US$ 4 nos Estados Unidos

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou a superar a marca simbólica de US$ 4,00 por galão nesta semana, interrompendo um período de cerca de um mês de trégua para os consumidores. A reação imediata nos postos de combustíveis decorre da nova escalada do conflito armado no Oriente Médio, que voltou a pressionar as cotações internacionais do petróleo bruto e acendeu novos alertas entre economistas e analistas de mercado sobre os impactos inflacionários na economia americana.

Segundo dados atualizados divulgados nesta quarta-feira (22) pela Associação Automotiva Americana (AAA), o valor médio do galão de gasolina atingiu US$ 4,06 nacionalmente. O patamar representa um salto em relação aos US$ 3,89 registrados há apenas uma semana e reflete uma alta substancial quando comparado a igual período do ano passado, quando o combustível era negociado a uma média de US$ 3,14 por galão nas bombas.

O comportamento dos preços reflete o ambiente de volatilidade gerado no mercado de energia desde o início da ofensiva militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrada no final de fevereiro. Na ocasião, a gasolina era comercializada a US$ 2,98 por galão, tendo engatado uma trajetória ascendente que culminou no pico de US$ 4,56 registrado em 21 de maio, antes do alívio temporário verificado nas semanas subsequentes.

Em mercados regionais específicos com maior carga tributária e gargalos de refino, como a Califórnia e o estado de Washington, a pressão sobre o orçamento das famílias é ainda mais severa, com o galão sustentando-se acima do patamar de US$ 5,00 há vários meses. A alta disseminada nos derivados limita a margem de manobra do Banco Central americano (Federal Reserve) na condução da política monetária e no combate à inflação acumulada.

A escalada de custos estende-se também ao setor de logística e transporte de cargas. O galão do combustível diesel alcançou a marca de US$ 5,18 nesta semana, registrando uma forte elevação frente ao patamar de US$ 3,73 praticado há um ano. O repasse dos custos do frete rodoviário tende a impactar diretamente a cadeia de suprimentos e os preços finais dos alimentos e bens de consumo no varejo dos EUA.

O setor aéreo enfrenta um aperto semelhante na sua planilha operacional. De acordo com o índice setorial da consultoria Argus, o combustível para aviação passou a ser cotado em média a US$ 3,57 por galão até a última sexta-feira — uma disparada de quase 43% frente ao patamar pré-conflito de US$ 2,50 —, adicionando custos adicionais ao transporte de passageiros e mercadorias no mercado internacional.

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