Mercado eleva previsão da inflação para 4,17% em 2026

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Analistas do mercado financeiro elevaram a previsão da inflação para 2026, segundo dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo passou de 4,10% para 4,17%, indicando uma tendência de alta nas expectativas econômicas.

Apesar da revisão para cima, o índice projetado permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, definida em 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — o que estabelece um teto de 4,5%.

O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país, funcionando como referência para o mercado e para a condução da política monetária.

A elevação da expectativa ocorre em um cenário de incertezas externas, influenciado por fatores como tensões geopolíticas e variações nos preços de energia, que pressionam as projeções inflacionárias.

Juros e crescimento também têm ajustes nas projeções

A revisão da inflação veio acompanhada de mudanças em outros indicadores. A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2026 subiu de 12,25% para 12,50%, refletindo a necessidade de maior cautela na política monetária diante da inflação mais elevada.

No mesmo relatório, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto foi ajustada de 1,83% para 1,84%, indicando leve melhora na atividade econômica projetada para o período.

Já a previsão para o câmbio foi mantida, com o dólar estimado em R$ 5,40 ao final de 2026, sinalizando estabilidade nas expectativas para a moeda americana.

O cenário consolidado aponta para um ambiente de crescimento moderado, com inflação pressionada e juros ainda elevados. A trajetória dos indicadores reforça a dependência de fatores externos e das decisões de política monetária para a evolução da economia brasileira nos próximos anos.

Sair da versão mobile