O combate aos sites ilegais de apostas que operam no Brasil e a publicidade responsável para jogos foram temas de duas reuniões, em Brasília, nesta semana, do presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plínio Lemos Jorge, com importantes organizações do setor de Comunicação do país. O primeiro encontro aconteceu na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que representa mais de três mil veículos de imprensa. Em seguida, Plínio, que estava acompanhado do diretor jurídico da ANJL, Pietro Cardia Lorenzoni, esteve na Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), que reúne centenas de emissoras.
“Vamos completar três meses de mercado regulado. Temos uma legislação nova, entendimentos a serem feitos e demandas que surgem a partir desta realidade. Uma delas, sem dúvida, é a participação dos setores de comunicação nessa rede de combate às empresas de apostas que operam de forma clandestina no país. A projeção desta indústria, que opera ilegalmente, acontece muito por meio da publicidade. Frear esta divulgação vai contribuir para a sustentabilidade do setor que paga tributos e atua com a chancela do governo federal”, afirmou o presidente da ANJL.
No encontro na Abert, estavam o presidente Flávio Lara Resende, o diretor-geral Cristiano Lobato Flôres e o gerente de Assuntos Legislativos Gabriel Pena Costa. Lara Resende enfatizou que, com a regulamentação, a publicidade se torna uma importante forma de divulgação do jogo responsável e da atividade regular. “É fundamental a cooperação dos diversos setores da economia e do poder público para um trabalho em conjunto no desenvolvimento e aprimoramento de regras e medidas eficazes que busquem fortalecer o jogo responsável e o combate à atividade ilegal. Como a regulamentação é recente, é natural um processo de amadurecimento, e esperamos que o setor de apostas contribua cada vez mais com a economia, geração de emprego e tributos”, afirmou o presidente da Abert.
O presidente da Abratel, Márcio Novaes, reforçou que a associação está totalmente empenhada em apoiar as empresas e bets que estejam regulamentadas no Brasil. “O processo de regularização no Congresso Nacional foi correto, transparente e dentro das normas democráticas. E nada mais justo do que endossarmos essa iniciativa, especialmente porque eles apoiam o esporte e o futebol, que é a maior paixão nacional e tem a maior audiência no Brasil. Estamos juntos, apoiando todas essas empresas que estão dentro da regra do jogo”, disse ele, que estava acompanhado do diretor de jornalismo da Record, Roberto Munhoz, e do coordenador de Relações Governamentais da Abratel, Lindemberg Portela.
BLOQUEIO DE SITES ILEGAIS
Somente nos últimos cinco meses, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, solicitou o bloqueio de mais de 12 mil sites de apostas ilegais. O presidente da ANJL lembra que não é possível falar em dados oficiais, porque se trata de um setor clandestino, mas o desvio da arrecadação de impostos proveniente desta indústria fica na casa de bilhões de reais. Por comparativo, ele relembra que as bets autorizadas vão gerar ao governo federal, a cada ano, aproximadamente R$ 20 bilhões em receita tributária, além de 60 mil novos empregos nos próximos cinco anos.