Rafael Miranda voltou ao cargo de CEO da Impulso com a missão de conduzir uma nova etapa da companhia, centrada na transformação de projetos experimentais de inteligência artificial, automação e engenharia em operações efetivamente utilizadas pelas empresas.
Fundador da Impulso, o executivo já ocupou diferentes posições na organização desde 2017, incluindo as funções de CEO, diretor de Comunidade, diretor de Business Agility, diretor de Receita, conselheiro e diretor de Inovação.
A experiência em áreas de produto, engenharia, negócios e governança deverá orientar uma gestão voltada a reduzir a distância entre demonstrações tecnológicas e soluções capazes de funcionar de forma contínua dentro das empresas.
“Nosso foco não é colocar mais demos na rua, mas transformar pilotos, agentes, automações e gargalos de tecnologia em workflows reais, com qualidade, governança, métricas e evidências”, afirma Miranda.
Novo ciclo busca levar pilotos para a operação
Uma das prioridades será ampliar o Impulso Proof System, modelo de serviços criado para conduzir iniciativas de produto, engenharia e inteligência artificial desde a definição da hipótese até o uso controlado em ambientes reais.
A proposta é avaliar inicialmente quais problemas justificam um investimento, desenvolver a solução dentro da rotina do cliente e produzir dados que permitam decidir se o projeto deve ser ajustado, ampliado ou interrompido.
Esse processo busca reduzir um problema recorrente no mercado: projetos de IA que apresentam bons resultados em testes, mas não conseguem avançar por falta de integração com sistemas, dados autorizados, métricas ou responsáveis claramente definidos.
Para a Impulso, a adoção deixa de ser apenas tecnológica quando a ferramenta passa a integrar um fluxo de trabalho já existente e apresenta efeitos mensuráveis sobre custos, produtividade, qualidade ou receita.
IA com governança entra entre as prioridades
A nova gestão deverá concentrar esforços em aplicações de inteligência artificial com retorno econômico verificável, criação de agentes internos confiáveis e aumento da produtividade das equipes de engenharia.
Também estão entre as prioridades a transformação de protótipos em produtos usados no dia a dia e o acompanhamento contínuo do valor entregue aos clientes.
“A inteligência artificial só gera valor quando encontra um workflow real, dados permitidos, um responsável, métricas e uma decisão econômica clara”, afirma o CEO.
A discussão sobre governança ganha relevância à medida que empresas ampliam o uso de agentes capazes de acessar informações, executar tarefas e interagir com diferentes sistemas.
Sem controles adequados, esses projetos podem criar riscos relacionados a segurança, privacidade, qualidade das respostas e decisões tomadas sem supervisão suficiente.
Trajetória reúne tecnologia e negócios
Rafael Miranda possui mais de duas décadas de experiência nas áreas de tecnologia, inovação e gestão. Antes de retornar ao comando da Impulso, o executivo também foi CEO e sócio do Grupo HE:labs.
Sua trajetória inclui participação no programa Scale-Up da Endeavor e passagens por funções de gestão e tecnologia no Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro, e na consultoria Capgemini.
Miranda é formado em Ciência da Computação e cursou mestrado em Mecatrônica pela Universidade Federal da Bahia.
Ao reassumir a presidência, o executivo terá o desafio de combinar essa experiência técnica com uma demanda crescente das empresas por resultados mais concretos em inteligência artificial.
