A Simpress está entrando em uma nova área dentro das empresas: as salas de reunião. A companhia anunciou o lançamento do SimMeeting, vertical dedicada a soluções de colaboração, videoconferência e gestão de ambientes corporativos.
A nova frente combina equipamentos, softwares e serviços para estruturar salas completas, com barras de videoconferência, telas profissionais, ferramentas de colaboração, suporte remoto, monitoramento e atualização tecnológica ao longo do contrato.
O movimento leva para as salas de reunião o modelo que a Simpress já usa em impressoras, computadores, smartphones, tablets e coletores de dados: o outsourcing, formato em que a empresa fornece, gerencia e atualiza os equipamentos como serviço.
Com o SimMeeting, a companhia mira faturamento de R$ 20 milhões em cinco anos e pretende levar a solução para mais de 4 mil salas de reunião no período.
Trabalho híbrido muda demanda das empresas
O lançamento ocorre em um momento em que o trabalho híbrido aumentou a pressão por salas mais preparadas para reuniões com pessoas em diferentes lugares.
Segundo estudo da consultoria JLL citado pela Simpress, 86% das empresas brasileiras já adotam modelos flexíveis, índice acima da média global.
Para Georgia Rivellino, diretora de Marketing e Produtos da Simpress, a sala de reunião deixou de ser apenas um espaço físico e passou a funcionar como ponto central de colaboração entre equipes presenciais e remotas.
“O trabalho híbrido aumentou a importância de uma infraestrutura que esteja preparada para gerar conexões com qualidade, porque as reuniões continuam acontecendo, só que agora integrando pessoas que estão no escritório, em casa, em outras localidades ou até em trânsito, ao mesmo tempo”, afirma.
Segundo a executiva, mesmo empresas que voltaram ao modelo presencial ainda precisam de ambientes mais conectados para colaboração.
Economia pode chegar a R$ 800 mil por mês
A Simpress afirma que a infraestrutura de videoconferência e colaboração pode gerar economias superiores a R$ 800 mil mensais em custos normalmente ligados a deslocamentos profissionais, como viagens, passagens aéreas, hospedagem e alimentação.
A proposta é reduzir deslocamentos desnecessários e melhorar a qualidade das reuniões corporativas, especialmente em empresas com múltiplas unidades, equipes distribuídas e necessidade frequente de alinhamento entre áreas.
O portfólio reúne soluções da Poly, fabricante adquirida pela HP em 2022, e da Samsung. A Simpress faz parte do Grupo HP.
Simpress quer crescer até 40% ao ano na nova frente
Com a quinta vertical de negócios, a companhia projeta crescimento anual entre 30% e 40% nesse novo pilar.
A estratégia será vender a solução para parte da própria base de clientes da Simpress, que hoje soma mais de 3.200 empresas e mais de 850 mil dispositivos sob gestão.
Essa nova frente se soma às verticais já consolidadas da companhia: SimPC, SimMobile, SimAutomation e SimPrinter.
A empresa enxerga nas salas de reunião um mercado ainda pouco padronizado. Muitas companhias compram equipamentos separadamente, contratam fornecedores diferentes e enfrentam dificuldades de suporte, integração e atualização.
Hardware vira serviço gerenciado
A aposta do SimMeeting segue uma lógica que ganhou força nos últimos anos no mercado corporativo. Em vez de comprar equipamentos e administrar tudo internamente, empresas contratam pacotes gerenciados com manutenção, suporte e renovação tecnológica.
Para a Simpress, esse modelo reduz complexidade e dá mais previsibilidade ao cliente.
“Estamos novamente antecipando uma tendência, como fizemos no passado com o outsourcing de impressoras e, mais recentemente, com PCs e smartphones, só que agora com dispositivos de colaboração para reuniões sem o atrito da comunicação corporativa”, afirma Georgia.
Fundada em 2001, a Simpress atua com locação, venda e gestão de equipamentos de TI. A empresa afirma ter dobrado de tamanho nos últimos cinco anos e faturar mais de R$ 1,8 bilhão por ano.
