Rede Total Care investe R$ 300 milhões e leva IA para operação hospitalar

A Rede Total Care, braço hospitalar do Grupo Amil, investiu R$ 300 milhões nos últimos dois anos em modernização hospitalar, tecnologia e integração de processos. A estratégia inclui a ampliação do uso de inteligência artificial na operação, com foco em eficiência assistencial, padronização de fluxos e melhora na experiência dos pacientes.

A rede afirma que as ferramentas de IA vêm sendo usadas para integrar dados de diferentes canais e apoiar decisões mais rápidas dentro dos hospitais. A proposta é reduzir gargalos operacionais, aumentar a segurança assistencial e organizar melhor a jornada do paciente em uma operação que reúne múltiplos serviços ao mesmo tempo.

Segundo a companhia, os investimentos também foram direcionados à renovação da infraestrutura e à otimização dos fluxos de atendimento.

IA entra na rotina dos hospitais

O uso de inteligência artificial na saúde tem avançado em áreas como triagem, organização de dados, apoio à gestão, análise de indicadores e acompanhamento da jornada do paciente. No caso da Total Care, a aplicação está ligada principalmente à integração de informações e à tomada de decisão operacional.

A ideia é que dados de diferentes pontos do atendimento sejam reunidos de forma mais estruturada, permitindo respostas mais rápidas das equipes. Em hospitais, esse tipo de integração pode ajudar a reduzir atrasos, evitar retrabalho e dar mais previsibilidade aos processos internos.

Para Anderson Nascimento, CEO da Rede Total Care, tecnologia e cuidado precisam caminhar juntos.

“A tecnologia tem um papel fundamental para aumentar nossa capacidade de resposta e eficiência operacional, mas ela só faz sentido quando melhora a experiência do paciente e fortalece o cuidado humanizado”, afirma.

Satisfação dos pacientes melhora

A rede também cita avanço em indicadores de experiência. O NPS, métrica usada para medir a satisfação dos usuários, passou de 60 em janeiro de 2025 para 74 em janeiro de 2026. A alta foi de 23%.

Segundo a empresa, o resultado está associado à adoção de mecanismos mais estruturados para ouvir pacientes e responder às demandas identificadas durante a jornada assistencial.

Na prática, esse tipo de indicador ajuda hospitais a entender se o atendimento está sendo percebido como eficiente, seguro e acolhedor. Também permite identificar pontos de atrito em etapas como recepção, exames, internação, comunicação com equipes e alta hospitalar.

Protocolos e dados ganham peso na gestão

Além da tecnologia, a Total Care afirma que vem ampliando iniciativas de medicina baseada em evidências, padronização de protocolos e melhoria contínua dos processos assistenciais.

O objetivo é criar mais previsibilidade clínica e operacional. Em redes hospitalares, a padronização pode ajudar a reduzir variações no atendimento, melhorar a comunicação entre equipes e aumentar a segurança do paciente.

A integração entre áreas médicas e operacionais também aparece como parte importante da estratégia. Em uma rede com diferentes serviços, a capacidade de organizar processos comuns tende a impactar custos, tempo de atendimento e qualidade assistencial.

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