ONU inicia negociações finais sobre regras para trabalhadores autônomos

REUTERS/Jeenah Moon

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência ligada à ONU, iniciou a rodada final de negociações sobre regras para trabalhadores autônomos ligados a plataformas digitais. O debate ocorre em Genebra e envolve serviços como aplicativos de transporte, delivery e comércio eletrônico.

As discussões buscam criar as primeiras normas internacionais vinculativas voltadas ao trabalho em plataformas digitais. Entre os principais pontos estão salário mínimo, assistência médica, licença médica e proteção social.

Segundo a OIT, o objetivo é definir padrões globais para o chamado trabalho decente na economia de plataformas.

Debate envolve vínculo empregatício

Um dos principais pontos de divergência envolve a classificação dos trabalhadores das plataformas.

Representantes sindicais defendem que profissionais de aplicativos tenham acesso a direitos trabalhistas independentemente da classificação como autônomos ou empregados. Já empresas discutem modelos mais flexíveis de contratação.

Os debates também incluem regras sobre remuneração, transparência e acesso à seguridade social.

Algoritmos entram no centro das negociações

As negociações também discutem o uso de inteligência artificial e sistemas automatizados pelas plataformas digitais.

Segundo os documentos debatidos na conferência, empresas deverão informar trabalhadores sobre algoritmos usados para distribuição de tarefas, avaliação de desempenho e definição de pagamentos.

Especialistas apontam que a transparência algorítmica se tornou uma das principais discussões globais envolvendo aplicativos e trabalho digital.

Economia de plataformas cresce no mundo

O avanço da gig economy ampliou a presença de trabalhadores autônomos em plataformas digitais nos últimos anos.

Aplicativos de transporte, entregas e prestação de serviços passaram a movimentar milhões de trabalhadores em diferentes países.

Segundo especialistas, o crescimento do setor acelerou debates sobre proteção social, previdência e regulamentação trabalhista.

OIT quer criar padrão internacional

A OIT discute a criação de uma convenção internacional acompanhada de recomendações para os países-membros.

Analistas avaliam que o acordo poderá influenciar futuras legislações nacionais sobre trabalho em aplicativos e plataformas digitais.

O tema ganhou força diante do avanço da automação, inteligência artificial e novos modelos de contratação no mercado global.

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