A Ripple, principal provedora de soluções corporativas baseadas em blockchain para o sistema financeiro tradicional e digital, trouxe ao Brasil o University Digital Asset Xcelerator (UDAX). Desenvolvida em parceria entre a University Blockchain Research Initiative (UBRI), da Ripple, e a Fundação Getulio Vargas (FGV), a iniciativa busca conectar a inovação acadêmica ao mercado, oferecendo recursos técnicos, mentorias especializadas e conexões estratégicas para startups que desenvolvem soluções no XRP Ledger (XRPL).
O programa UDAX chegou ao Brasil pela primeira vez, após uma edição inaugural bem-sucedida realizada em 2025 na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Ao longo de oito semanas, engenheiros da Ripple trabalharam em conjunto com professores e especialistas da FGV, da UC Berkeley e da rede global da UBRI para apoiar nove startups brasileiras em diferentes estágios de maturidade. Durante o programa, os empreendedores participaram de seminários conduzidos por professores reconhecidos internacionalmente e especialistas da indústria, receberam mentorias individuais com executivos da Ripple e especialistas do ecossistema, além de terem acesso a parceiros estratégicos e investidores para acelerar o crescimento de seus negócios.
“O grande destaque desta turma não foi apenas a tecnologia, mas quem ela beneficia. Quando o rigor acadêmico encontra empreendedores que resolvem problemas reais, surgem soluções em blockchain capazes de gerar impacto concreto. Essa é a essência da UBRI e do UDAX da Ripple”, afirma Lauren Weymouth, Senior Director of University Partnerships na Ripple.
Os resultados alcançados reforçam o impacto da colaboração da Ripple com instituições acadêmicas no avanço da inovação em blockchain. De acordo com a pesquisa realizada ao final do programa, as startups registraram, em média, aumento de 83% na maturidade de seus produtos, enquanto a prontidão para receber investimentos cresceu 53%. Os fundadores também reportaram aumento médio de 33% na confiança em seus modelos de negócio e crescimento de 15% na base de usuários ativos ou clientes pagantes. O programa alcançou nota média de satisfação de 4,78 em uma escala de 5 pontos, e 78% dos participantes avaliaram o impacto da iniciativa na qualidade de seus pitches para investidores com nota 4 ou 5. Além disso, todos os fundadores que responderam à pesquisa afirmaram que retornariam como mentores em futuras edições do programa.
O Demo Day, realizado no campus da FGV, reuniu cerca de 100 empreendedores, investidores, acadêmicos, representantes da Ripple e membros da comunidade blockchain para apresentar os resultados da primeira edição brasileira do UDAX e demonstrar como a colaboração entre academia e indústria pode acelerar a inovação em blockchain. Seis integrantes da equipe global da Ripple participaram presencialmente do evento. “A pesquisa acadêmica sobre ativos digitais muitas vezes evolui em um ritmo mais lento do que o mercado. O UDAX ajuda a reduzir essa distância ao reunir pesquisadores e empreendedores para transformar conhecimento em empresas reais”, conta Jéfferson Colombo, Diretor do FGV Digital Finance e professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Startups aceleradas e soluções desenvolvidas
- Levery (Cristiano Policarpo e Ingrid Gomes): lançou o Levery | Ripple UDAX Sandbox, ambiente voltado para instituições financeiras explorarem Ripple USD e liquidez baseada na XRPL. A iniciativa reuniu oito instituições participantes, gerou mais de 44 mil transações on-chain e ampliou a base de clientes da startup de sete para doze organizações.
- Kapitale (Anderson Pereira): desenvolveu um roadmap para tokenização de recebíveis e registro de transações na XRPL, com foco em ampliar a transparência e a escalabilidade do mercado de financiamento de crédito.
- VS1 Finance (Nikoloz Beradze e Mikheil Didebulidze): refinou sua estratégia para levar títulos corporativos à blockchain dentro de estruturas regulatórias. A startup também concluiu a demonstração de sua plataforma aprovada pelo Banco Central e prepara sua primeira emissão regulada de ativos do mundo real (RWAs) tokenizados para o segundo semestre de 2026.
- BillPay (Glaucio Silva, Daniel Franco e Rosangela Doehl): passou por um reposicionamento estratégico, evoluindo de uma solução de pagamentos internacionais para uma infraestrutura de arrecadação e liquidação voltada ao corredor comercial entre Brasil e Paraguai.
- TrustBond (Luiz Calado, Rafaela Ferrari Kley, Rogério Nahas e Marina Miranda): aprimorou sua plataforma voltada à rastreabilidade e transparência de doações. A startup concluiu o programa com sete projetos-piloto ativos e mais de € 1 milhão em doações solicitadas por meio da plataforma.
- PixNow (Victor Cunha e Bruno Ventura): aprimorou sua estratégia de go-to-market e a comunicação com investidores, ampliando sua base de clientes corporativos de 12 para 17 durante a aceleração.
- Regolda (Daniele e Isaac Kielmanowicz): fortaleceu parcerias estratégicas e seu posicionamento junto a investidores para avançar na criação de um dos principais tokens públicos lastreados em ouro na XRPL.
- Lendara (André Rodrigo Meira e Silva): trabalhou com mentores jurídicos para adaptar sua solução de microcrédito baseada em blockchain voltada à agricultura familiar e operações de barter no agronegócio, garantindo conformidade regulatória.
- C9 Tech (Thiago Chaves Ribeiro, Marcos Portes, Matheus, Arthur Gomes e Helio Rosado Neto): já operando na XRPL Mainnet e atendendo 12 clientes corporativos, utilizou o programa para fortalecer sua narrativa de captação de investimentos voltada a pagamentos e tokenização.
Além dos avanços tecnológicos, os fundadores destacaram o papel das mentorias individuais, dos workshops de negócios e da interação direta com pesquisadores, investidores, executivos da Ripple e especialistas em blockchain no fortalecimento de suas estratégias empresariais. Ao longo da aceleração, os participantes também passaram a integrar a rede global da UBRI, ampliando oportunidades de colaboração com universidades, lideranças do setor e o ecossistema global da XRPL.
