A expectativa de uma safra recorde de soja tem pressionado os preços no Brasil e no mercado internacional. Na Bolsa de Chicago, principal referência global para commodities agrícolas, as cotações recuaram diante da perspectiva de maior oferta.
Esse movimento ocorre porque o aumento da produção amplia a disponibilidade do grão no mercado. Como resultado, os preços tendem a cair quando a oferta cresce mais rápido que a demanda.
No Brasil, a produção deve alcançar níveis históricos. Estimativas indicam uma safra de cerca de 172,5 milhões de toneladas em 2026, o maior volume já registrado.
Além disso, o bom desempenho das lavouras, favorecido por condições climáticas positivas, reforça a expectativa de oferta abundante. Esse cenário contribui para a queda das cotações tanto no exterior quanto no mercado doméstico.
Mercado interno acompanha tendência, mas com variações
No Brasil, os preços também recuam, embora apresentem diferenças regionais. A grande oferta física e o avanço da colheita aumentam a disponibilidade imediata do produto, o que pressiona os valores no curto prazo.
Ao mesmo tempo, fatores como câmbio, logística e demanda interna podem amenizar ou intensificar essas quedas. Ainda assim, o volume elevado da safra continua sendo o principal fator de influência sobre os preços.
Além disso, a expectativa de exportações maiores em volume não compensa a queda nas cotações. Projeções indicam redução nos preços médios da soja em 2026, mesmo com aumento dos embarques.
Por fim, analistas avaliam que o mercado deve permanecer pressionado enquanto persistir a percepção de oferta elevada. Dessa forma, o comportamento dos preços dependerá da evolução da demanda global e das condições climáticas nas próximas safras.