O volume do setor de serviços no Brasil registrou uma queda de 0,4% em maio na comparação com abril, interrompendo a trajetória de recuperação iniciada no mês anterior. O dado, divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), frustrou as expectativas do mercado financeiro. A projeção média de analistas consultados pela agência Reuters apontava para um crescimento de 0,1% na variação mensal.
O recuo na margem foi puxado majoritariamente pelas atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que encolheram 1,0%, e pela categoria de outros serviços, que apresentou retração de 1,9%.
Em contrapartida, os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 1,9% no período, enquanto os serviços prestados às famílias anotaram uma leve alta de 0,2%. O segmento de informação e comunicação, por sua vez, demonstrou estabilidade ao fechar o mês com variação de 0,0%.
Apesar do tombo mensal, o setor mantém um desempenho positivo em horizontes comparativos mais amplos. No confronto com maio de 2025, o volume de serviços avançou 0,4%, consolidando o seu 26º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. Essa expansão anual foi liderada pelo dinamismo do ramo de informação e comunicação, que saltou 5,2% sob o impulso da forte demanda corporativa e residencial por serviços de tecnologia da informação, processamento de dados, desenvolvimento de softwares, hospedagem na internet e telecomunicações.
No acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, a atividade de serviços do país ostenta um crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no indicador acumulado em 12 meses, observa-se um ritmo de desaceleração gradual: o avanço, que havia sido de 2,9% até abril, recuou para 2,6% em maio.
A retração de maio também se refletiu de forma disseminada na análise geográfica, com perdas registradas em 18 das 27 unidades da Federação na comparação com o mês imediatamente anterior. Os principais impactos negativos no índice nacional vieram do Paraná (-2,3%), do Rio Grande do Sul (-2,0%), do Distrito Federal (-1,6%) e de Mato Grosso (-2,5%). No lado oposto da balança, as maiores contribuições que ajudaram a atenuar a queda do indicador geral partiram do Rio de Janeiro (1,0%), da Bahia (2,2%), de São Paulo (0,1%) e de Alagoas (3,6%).
