Soprema Group anuncia aquisição da Polipox e da Pulvitec

A Redirection, assessorou a venda ao grupo com sede na França

A Soprema anunciou nesta terça-feira (02) que adquiriu a totalidade do controle acionário das empresas Pulvitec e Polipox. O anúncio foi feito em um comunicado aos colaboradores, clientes e parceiros. Os valores das transações não foram divulgados pela companhia.

Com 116 anos no mercado mundial, o Grupo Soprema conta com mais de 130 fábricas espalhadas pelo mundo. Por meio das aquisições, a empresa amplia o portfólio de produtos e sua rede de distribuição. “Estes são dois importantes passos em nossa estratégia, ampliando a oferta de nossa linha de produtos e nossa rede de distribuição, que agora passam a contar com a disponibilidade das marcas Denver Imper, Rockfibras, Pulvitec e Polipox, oferecendo cada vez mais, uma gama completa de soluções”, destaca Sergio Guerra, diretor-geral do Grupo Soprema no Brasil.

De acordo com o economista Gabriel Loest Cardoso, sócio da Redirection International e assessor financeiro líder da Polipox na transação, iniciativas como esta estão cada vez mais presentes na estratégia de crescimento das empresas. “Para os players locais, ter uma empresa com bons resultados e nível de governança satisfatório é essencial para aproveitar o bom momento do mercado. Estamos muito satisfeitos em termos participado deste processo ao lado da Polipox e desejamos sucesso às empresas e seus colaboradores“, afirma.

Sobre as Empresas Adquiridas

Um estudo recente da própria Redirection Internacional aponta para um bom momento no setor. De acordo com o levantamento, o mercado de insumos para construção civil deve chegar ao final de 2027 com aumento de mais de 20% no faturamento, movimentando anualmente cerca de R$ 270 bilhões. O faturamento do setor em 2023 foi de R$ 222,8 bilhões.

Apesar de ter registrado uma redução real de 2,8% no faturamento no ano passado em relação a 2022, segundo informações da Anamaco, o mercado de insumos para a construção civil ainda segue otimista e 62% dos empresários pretendem investir ao longo de 2024, de acordo com a sondagem realizada pela ABRAMAT no início do ano”, explica Gabriel. “Além disso, após dois anos consecutivos de queda na demanda, a indústria de cimento espera retomar o crescimento neste ano também”, complementa.

Entre os fatores que devem impulsionar o segmento estão a redução na taxa de juros e menor volatilidade nos preços de produtos, a expectativa de crescimento da indústria de construção civil, crescimento do setor imobiliário com projeção de aumento no volume de crédito e o fortalecimento de políticas públicas de moradia popular como o Minha Casa Minha Vida, PAC, Casa Paulista, Pode Entrar e Casa Fácil Paraná, por exemplo. Além disso, tendências como construção ecológica, eficiência energética e reformas devem ajudar a fortalecer esta alta.

Este mercado de soluções químicas para a indústria e construção civil, incluindo soluções em adesivos e selantes, continua bastante aquecido, trazendo inovações e novas tecnologias. Para os próximos anos, devemos continuar a observar movimentos de fusões e aquisições no Brasil e na América Latina”, destaca Gabriel. 

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