A SpaceX, empresa aeroespacial liderada por Elon Musk, detalhou nesta segunda-feira os planos para aquela que promete ser a maior oferta inicial de ações (IPO) da história. Em reunião com assessores financeiros, a companhia revelou a intenção de levantar US$ 75 bilhões, o que elevaria sua avaliação de mercado para impressionantes US$ 1,75 trilhão. O movimento ocorre após a recente fusão da SpaceX com a xAI, startup de inteligência artificial de Musk, consolidada em fevereiro deste ano.
O grande diferencial desta operação será o papel central do investidor de varejo. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, a SpaceX planeja destinar até 30% das ações para pequenos investidores, um volume significativamente superior à média de 5% a 10% praticada em IPOs tradicionais.
O diretor financeiro da companhia, Bret Johnsen, destacou que a estratégia é intencional, visando recompensar o apoio de longa data da base de fãs e entusiastas de Musk.
O cronograma para a abertura de capital já está definido. A SpaceX pretende divulgar o prospecto oficial no final de maio, com o lançamento do roadshow previsto para a semana de 8 de junho.
Um dos marcos do processo será um evento massivo no dia 11 de junho, onde a empresa espera receber 1.500 investidores individuais. Além dos Estados Unidos, a oferta será aberta a pessoas físicas de países como Reino Unido, Japão, Canadá, Austrália e membros da União Europeia.
A operação é coordenada por um sindicato de 21 bancos, liderado por gigantes como Morgan Stanley, Goldman Sachs e JP Morgan, contando inclusive com a participação do brasileiro BTG Pactual. Analistas apontam que a demanda do varejo pode atingir níveis sem precedentes no mercado financeiro global. Antes da fusão com a xAI, a SpaceX havia sido avaliada em US$ 800 bilhões em sua última rodada de venda secundária de ações, em dezembro de 2025.
