SpaceX reúne 21 bancos para mega IPO

A SpaceX, empresa de sistemas aeroespaciais fundada por Elon Musk, está avançando nos preparativos para aquela que deve ser uma das aberturas de capital mais emblemáticas da história de Wall Street.

Fontes familiarizadas com o processo revelaram nesta terça-feira que a companhia trabalha com um consórcio de pelo menos 21 instituições financeiras para coordenar sua oferta pública inicial (IPO). O projeto, tratado internamente pelo codinome “Apex”, tem previsão de lançamento para junho e pode avaliar a gigante do Texas em impressionantes US$ 1,75 trilhão.

A magnitude da operação exigiu a formação de um sindicato bancário de escala global para gerenciar a complexidade da oferta. No comando da transação, atuando como “bookrunners” ativos, estão os gigantes Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup. Além deles, outras 16 instituições foram contratadas em funções de apoio, incluindo nomes como Barclays, Deutsche Bank, UBS e o brasileiro BTG Pactual, evidenciando o esforço da SpaceX em capilarizar a oferta entre diferentes perfis de investidores e regiões geográficas.

A estratégia de reunir um grupo tão numeroso de subscritores não é inédita em mega-IPOs, mas ressalta a ambição de Musk em garantir liquidez nos canais institucionais, de varejo e de alta renda. Historicamente, modelos similares foram adotados em estreias recordes, como a do Alibaba Group em 2014 e a da fabricante de chips ARM Holdings em 2023. A diversidade do consórcio, que inclui bancos europeus, asiáticos e latino-americanos, sugere uma busca por demanda global para sustentar o valuation trilionário projetado.

Embora o planejamento esteja avançado, o processo permanece sob sigilo e a estrutura do sindicato ainda pode sofrer alterações ou inclusões de última hora. Até o momento, a SpaceX e a maioria das instituições financeiras envolvidas optaram por não comentar oficialmente sobre os detalhes da listagem. O mercado financeiro encara o “Projeto Apex” como um teste de fogo para o apetite dos investidores por empresas de tecnologia de fronteira e exploração espacial em um cenário macroeconômico de ajustes de taxas.

O sucesso desta oferta pública poderá redefinir os parâmetros de avaliação para empresas do setor aeroespacial e consolidar a SpaceX como a entidade privada mais valiosa do planeta ao ingressar no mercado de ações. Com uma receita impulsionada pela rede de satélites Starlink e contratos governamentais bilionários, a abertura de capital é vista como o passo definitivo para financiar as ambições interplanetárias de Musk. Wall Street agora aguarda os próximos passos regulatórios que antecedem o que promete ser o evento financeiro da década.

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