A Starian iniciou uma nova fase de integração do Runrun.it, plataforma de gestão de tarefas, processos e projetos adquirida no fim de 2024. Desde a compra, a operação cresceu cerca de 30% em receita e agora passa a ser incorporada de forma mais direta à estrutura do grupo.
A companhia catarinense nasceu a partir da reorganização da operação privada da Softplan e atua com soluções SaaS para o mercado corporativo. Com a nova etapa, o Runrun.it deixa de funcionar de forma mais independente e passa a ser liderado por Marcelo Ferreira, responsável pela vertical de Eficiência Operacional da Starian.
Essa estratégia combina venda cruzada para a base de clientes do grupo e desenvolvimento de agentes de inteligência artificial capazes de executar parte das tarefas dentro dos fluxos corporativos.
“Deixamos de ser só um software de gestão para ser também uma fábrica de agentes especialistas”, afirma Ferreira.
Runrun.it entra em nova fase dentro da Starian
O Runrun.it foi comprado pela então operação privada da Softplan em dezembro de 2024. Depois, com a separação entre as frentes pública e privada do grupo, a operação voltada a empresas passou a atuar sob a marca Starian.
Durante o primeiro ano após a aquisição, os fundadores do Runrun.it permaneceram à frente do negócio. Esse período serviu para ajustar a estratégia comercial, aproximar a plataforma da base de clientes da Starian e preparar a incorporação definitiva.
A partir de junho de 2026, a gestão operacional passa a ser conduzida diretamente pela Starian.
Integração mira eficiência operacional
A compra do Runrun.it fez parte de uma estratégia de expansão por ecossistemas. A Starian busca empresas que complementem sua oferta nas áreas de construção, inteligência legal, governança e compliance e eficiência operacional.
No caso do Runrun.it, a integração mais direta ocorre com o Checklist Fácil, solução da mesma vertical voltada à padronização de processos, auditorias e inspeções.
Enquanto o Checklist Fácil ajuda a identificar problemas e não conformidades, o Runrun.it acompanha a execução dos planos de ação necessários para corrigir essas falhas. A combinação cria uma jornada mais completa para empresas que precisam monitorar processos, atribuir tarefas e garantir que ajustes operacionais sejam realizados.
Agentes de IA viram aposta de crescimento
A principal aposta da nova fase está nos agentes de inteligência artificial. Em abril, o Runrun.it lançou seus primeiros agentes nativos, voltados a processos de marketing.
As ferramentas automatizam etapas como criação de briefings e organização de campanhas, usando informações e regras definidas pelas próprias empresas.
A ideia é ir além de assistentes genéricos. A Starian quer desenvolver agentes especializados por área, integrados aos fluxos de trabalho já existentes na plataforma. A proposta é que a IA deixe de apenas apoiar tarefas e passe a executar etapas operacionais, com validação final humana.
“Não adianta ser um agente genérico. Você tem que ser um especialista de marketing. Tem que ter todo o conhecimento de um especialista de marketing para ser um agente efetivo”, afirma Ferreira.
