Stone abandona aposta em healthtech após anos de expansão

A Stone vendeu sua participação na Dental Office, startup de software para clínicas odontológicas, após a aquisição da empresa pela Capim, fintech voltada a soluções financeiras para o setor de odontologia. Os valores da transação não foram divulgados.

O movimento faz parte da estratégia da Stone de se desfazer de participações compradas entre 2020 e 2021, período em que a companhia investiu em startups para ampliar sua atuação além do mercado de adquirência.

A Capim informou que os sistemas das duas empresas continuarão separados. A Dental Office seguirá operando de forma independente, sob comando de seu fundador e CEO, Roger André Hitz.

Capim quer conectar clínicas a serviços financeiros

Com a compra, a Capim pretende levar sua estrutura financeira aos clientes da Dental Office.

A fintech oferece soluções como financiamento para pacientes e maquininha de pagamentos, hoje presentes em mais de 12 mil clínicas no Brasil.

Em 2025, a Capim captou US$ 27 milhões em rodada liderada por Valor Capital e QED Investors, com participação de Endeavor, Credit Saison e Actyus. A Capim espera encerrar 2026 com faturamento acima de R$ 150 milhões.

Stone reduz exposição a negócios fora do core

A Stone tinha cerca de 20% da Dental Office, participação comprada durante a fase em que a empresa buscava ampliar presença em softwares e serviços financeiros para diferentes segmentos.

Nos últimos meses, porém, a companhia passou a concentrar esforços em seu negócio principal.

O maior movimento nessa direção foi a venda da Linx para a Totvs por R$ 3,05 bilhões, anunciada em julho.

Venda acontece em meio a ajustes na Stone

A saída da Dental Office ocorre em um momento de reavaliação da operação da Stone.

Na semana passada, o Citi cortou a recomendação das ações da empresa de compra para neutro, citando fragilidade nos motores de receita e preocupação com a qualidade dos ativos.

No primeiro trimestre, a Stone registrou lucro líquido ajustado de R$ 549,1 milhões, alta de 3,5% na comparação anual, mas queda de 22,3% frente ao quarto trimestre.

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